
Pois é, rapazes! Esta é a milésima postagem. Nem sei se, de fato, é algo que se comemore – a não ser por um dado: o que pode haver de mais valioso numa postagem do que ela ser avaliada por quem não a produz? Sim, os comentários são o patrimônio maior de qualquer blogue – reafirmo isso -, e sou agradecido a eles. Durante esses pouco mais de 5 anos (o IPSIS LITTERIS nasceu, sem grandes pretensões, em julho/2007), as postagens, independentemente daquilo que elas provocam (quando lidas), foram produzidas a partir da honestidade e da visão subjetiva sobre este ou aquele assunto. Escrevi bastante sobre minhas predileções: literatura, música, cinema, mulheres, quadrinhos. Algo de política, teatro, arquitetura, dança, humor, esporte, jornalismo, pintura, metendo-me onde não sou chamado e arriscando o pescoço. Passeei por alguns assuntos sem me especializar em praticamente nenhum.
Eis o balanço. Até o momento, o blogue tem quase 383.000 visitas (não é muita coisa) e 18.442 comentários devidamente registrados – o que dá, em média, quase 18,5 comentários por postagem. É a grande – e talvez única – vantagem deste blogue. Tenho a chance, assim como pode tê-la qualquer leitor que queira (e possa) dispor de tempo, de observar pontos de vista distintos sobre um tema que se expõe. É possível aprender com as opiniões – quaisquer que sejam elas. Gostei de muitos debates ao longo destas mil postagens. O debate de ideias sempre me fez bem, e é através dele que brota o pouco que sei sobre alguns assuntos. Não, não estou sendo modesto. Um blogue, símbolo da vaidade, não é lugar para modéstias.
Qual o rumo do IPSIS LITTERIS daqui para frente? Penso em aposentá-lo temporariamente porque preciso focar num outro projeto, o livro sobre a banda Mamíferos e sobre movimento musical do ES na virada dos 60/70. Sem contar que, precisando salvaguardar minha família, obrigo-me a trabalhar como professor. Não é tão ruim assim. O blogue exige disponibilidade e já me basta – com satisfação – o compromisso de escrever quinzenalmente para o jornal A Gazeta. Algumas crônicas foram, inclusive, (re)publicadas aqui. Confesso: penso em aposentar o Ipsis, mas não sei se, efetivamente, isso é possível. Ele parece ter vida própria, vontades, caprichos. O que sei é que, neste balanço, só tenho a agradecer os comentários da rapaziada que, fiel como dálmata, sempre aparece por aqui. E isso inclui os alegres e intrépidos senhores da ilustração. Um grande abraço a todos!