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Max Roach (1924-2007)

Max+max

Mais um que vai.

Max Roach, meu batera preferido no jazz, morreu hoje. E dormindo, o que contraria sua história musical, sempre alerta e precisa. A gravadora Blue Note comunicou que a causa mortis foi uma “longa doença”. Na verdade, ele sofria de hidrocefalia.

Estou, neste momento em que escrevo, ouvindo seus duetos com Sonny Rollins, em Tour de Force. É uma bênção para quem gosta de boa música, para quem curte o jazz em toda a sua intensidade. Roach é um dos mitos do bebop, ao lado de Parker e Gillesppie, com quem tocou até fazer calos nas mãos. Participou do cool produzido por Miles Davis e foi o grande mentor do quinteto de Clifford Brown. Era um ativista político, que se envolveu com o Islã de Malcolm X e com Martin Luther, nos anos 60, e levava sua mulher a tiracolo, a cantora Abbey Lincoln. O álbum We Insist: Freedon Now Suite é emblemático, um símbolo dessa luta pelos direitos civis nos quais ele mergulhou, com baquetas, timbales e tudo o mais.

Muitos de meus amigos preferem Blakey ou Morello – ou até Elvin Jones e Tony Williams.

Eu fico com Max.

We+insist

Clique aqui para ver o Max Roach Quartet.

Clique aqui para ver a Drum Battle entre Roach, Elvin Jones e Art Blakey.

2 Comentários on “Max Roach (1924-2007)”

  1. #1 Jingo Bell
    on Aug 18th, 2007 at 5:25 am

    Max Roach não é o melhor baterista do jazz mas é muito bom. Tenho vários iscos dele com o quinteto de Clifford. Os discos da Emarcy, que são muito legais.
    O melhor baterista do jazz se chama Allan Dawson.

    Reply

  2. #2 Marlon
    on Aug 21st, 2007 at 1:03 am

    Duke Ellington, Charlie Mingus e Max Roach fizeram um dos melhores albúns dos anos 60 e um dos meus favoritos: Money Jungle. Que maravilha..

    Reply

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