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A Entrevista (do livro TODAS ELAS, AGORA, inédito)

Sala, mobília, quadros, noite de outono.
Eduarda e Camila sentadas num grande sofá.
Vodca.

EDUARDA
Dê então três adjetivos para ele.

CAMILA
Rude, aleivoso, pernóstico.

EDUARDA
Mas você acredita que a rudeza de um homem não reside na maneira como ele anda, come, nada, cumprimenta ou fala. A rudeza não está no na intenção? Afinal, é você mesma quem diz em sua tese*, um homem não é própria e necessariamente o que ele faz, mas o que ele pensa. Suas atitudes revelam pouco.

CAMILA
A rudeza nele é evidente. Ele concluiu, baseado em suas experiências anteriores, que as mulheres existem para o consumo gonádico, para o equilíbrio seminal, ou seja: elas são depositárias de esperma não-fecundante (ele odiaria ser pai), seja na prática do coito ou na fantasia do auto-erotismo. Ao se masturbar, direciona seu desejo para a imagem feminina, assoberbando-se da sua virilidade jactante. E gosta de ver o resultado do gozo venéreo: a maioria dos homens, durante a ejaculação solitária, abre os olhos, como forma de jubilar-se diante de sua obra de arte. Isso é ser rude, é não ver além do que o olho alcança.

EDUARDA
Você o classificaria como narcisista, egoísta?

CAMILA
São adjetivos indissociáveis. Como todo presumido artista, não importa a área a que esteja ligado. Nada importa além de sua arte. É como uma criança, para a qual as fezes são seu melhor e mais valoroso produto, sua obra máxima, a ser partilhada com quem se aproxima. Escrever um livro, fazer um filme, tocar um instrumento e pintar um quadro equivalem, em última análise, a fazer cocô. Muita gente já disse isso, está comprovado.

EDUARDA
Como vocês se conheceram?

CAMILA
Nós nos vimos pela primeira vez há quatro anos, quando iniciei meus estudos acerca da sexualidade in vitro. A minha teoria, hoje comprovada e que fez de mim uma mulher respeitada, propunha que o sêmen, dentro do organismo masculino, tem vontades sexuais que extrapolam a mera perpetuação da espécie, a reles fecundação. Espermatozóides não lutam entre si apenas para constatar, ao final, quem será o feliz campeão numa corrida rumo a seu destino único, o óvulo. A sua fúria mitocondrial pressupõe mais que isso. Há prazer nessa batalha, um prazer distinto de nossa vida material – carbônica, glicósica, mental –, algo que não pode ser analisado por metodologia freudiana nem por qualquer outra teoria psicológica ou psicanalítica. Somente ele, o prazer amplo, em todos os sentidos, criaria essa batalha tão infernal pelo primeiro lugar. E o macho em formação, a partir de determinada idade, busca repetir essa façanha heróica, e carrega isso para toda a vida, esse processo de aventura e poder, a que eu chamo, em minha tese, de compos sui, ou senhor de si, em latim. Eu expus essa tese e ele riu. Depois eu o convidei para jantar, confrontei-o, e após dois dias estávamos na cama.

EDUARDA
Ele é um estudioso, como você?

CAMILA
Ele se diz um artista, é pintor. Até hoje vendeu cinco ou seis quadros, mas mantém a pose. Fuma cigarro com piteira, seu relógio é de bolso, gosta de citar autores alemães, diz que lê filosofia e ouve jazz porque todo intelectual gosta de jazz ou pelo menos diz que gosta. Usa chapéu fairfax, da Miller, e seu guarda-roupa é despojadamente escolhido, seleção a dedo. É vaidoso com os cabelos e com as sobrancelhas, faz ginástica às escondidas, come pouco e bebe comedidamente, e sei que pretende fazer plástica. Sem trocadilhos, por favor. Quer saber qual o maior exemplo do pernosticismo dele? Ele não conversa sobre pintura, não emite opiniões sobre grandes mestres e despreza o que é dito sobre seus quadros, sobre suas exposições. A pintura, diz ele, é para ser vista, sentida, apreciada e vendida, não para ser comentada. Ele ri dos críticos.

EDUARDA
Você disse que ele debochou de sua tese e acabaram na cama. Seria então um clássico exemplo do sexo como conseqüência do descaso, do riso?

CAMILA
Você é uma mulher bonita, como eu. Homens que riem de nós têm algo a mostrar e muito a esconder. O riso pode ser interpretado como uma expressão contumeliosa, principalmente quando você encara o que faz e o que sente com seriedade. Em meu novo livro*, ainda não concluído e destinado às mulheres, tento comprovar – e ouso afirmar que tenho certo sucesso nisso – que a intolerância das mulheres em relação ao desprezo masculino tem origem uterina. O útero não suporta a solidão, o mênstruo é uma prova disso. Nós não suportamos o descaso. Não temos tanta necessidade assim do companheirismo, mas não lidamos bem com o desprezo. Daí eu e ele termos ido para a cama. Devo concordar que foi bom.

EDUARDA
Fale mais sobre isso.

CAMILA
Ele me fodeu como se eu fosse a última mulher de sua vida. Seu líquido se espalhou pelo meu corpo como um rio torrencial. Ele virou-me ao avesso e depois me trouxe à forma normal, para depois me dobrar e me esticar e me comprimir. Ele fez de mim o que queria. Eu me sentia feita de borracha e de plástico e de cera porque eu me derretia. O pênis dele é a cauda de um dragão, é um monolito indestrutível, suas mãos são hábeis, seus olhos são furiosos e o mais importante, ele mantém a ereção por horas e horas, até o esgotamento feminino. Não conheci homem como ele. Depois, suado mas não destruído, pronto pra outra, ele fuma o cigarro com piteira.

EDUARDA
A manutenção da ereção peniana, tendo como conseqüência a busca do gozo da parceira, não é um exemplo de generosidade e de companheirismo?

CAMILA
Prefiro dizer exibicionismo, arrogância, bazófia. E uma certa contradição: para um homem que vê as mulheres como armazenadoras de esperma, o prazer feminino se torna, no mínimo, uma ironia. Não há necessidade de exibicionismo na cama. Ele já possui os quadros, que são o resultado de todo o seu pedantismo. É reconhecido como um artista talentoso, principalmente por si mesmo. Humildade faz bem, às vezes.

EDUARDA
Você disse que ele é aleivoso. Você se refere a adultério?

CAMILA
Não, claro que não. Não considero o adultério um comportamento vil. Penso que ele seja necessário a ambas as partes como forma de libertação do marasmo quotidiano. A hipócrita moralidade judaico-cristã fez dele uma prática ignóbil e demoníaca, sacralizando a frágil monogamia e condenando o prazer libidinoso. Nunca me importei com os casos amorosos dele. É um pintor, um artista, e aos artistas tudo é permitido. Quer saber? Uma vez voltei mais cedo para casa, à tarde, e uma de minhas boas amigas estava nua, montada em cima dele, no sofá, uivando como uma bruxa na fogueira porque o que ele fazia o marido dela nem sabia que era possível e permitido fazer. Soube depois que ele havia comido todas as minhas amigas próximas, sem exceção, uma por uma, em fila e pela ordem do alfabeto. Para mim nada mudou, e seria conveniente que elas soubessem que não passam de meros reservatórios espérmicos, mas elas não precisam se preocupar porque ele é infértil como uma latinha vazia de refrigerante. Ele abomina a paternidade. Devo confessar – sei que não é para isso que você está aqui, mas talvez seja importante você saber – que senti ciúmes em algumas vezes, mas nada que me fizesse, por exemplo, ficar enfurecid

a ou querer separar-me dele. Quando eu disse aleivosia, referi-me a seu trabalho e à maneira como ele vê o mundo e as pessoas, sua falta de autenticidade, seu logro. Aquela coisa de citar filósofos alemães sem saber alemão, de cruzar as pernas com a afetação de um sumo-sacerdote, de ludibriar todo o mundo com seu pseudo-conhecimento jazístico. Isso é aleivosia. É zombeteiro porque isso é seu resguardo contra a erudição alheia.

EDUARDA
Há quanto tempo vivem juntos?

CAMILA
Há dois anos. Ficamos um tempo vivendo em casas separadas até que sugeri que ele viesse viver aqui. Esta casa é maior, há espaço para ele pintar os quadros e colocar os livros que ele não lê. Antes ele vivia num furdúncio em que mal cabiam os cavaletes e as tintas, e recebia visitas indesejáveis e fazia muito calor nos dias quentes. Ele veio para cá, estava satisfeito, mas fingia que nada havia mudado. Minha tese estava em vias de publicação e tradução, eu passava muito tempo diante de um computador, escrevendo, trabalhando, tomando notas, pesquisando. E ele não fazia outra coisa a não ser rir e desprezar. Exceção, claro, para o coito. E para as músicas que ouvia, em volume baixo porque, segundo ele, somente os lagalhés ouvem música alta. O jazz, diz ele, é para ser sorvido como uma taça de Hollera monje, um vinho produzido em Tenerife, um tinto de maceração carbônica nascido das uvas Listan Negro, diz ele. Já decorei essa fala, de tanto que ouvi. É engraçado.

EDUARDA
Ele tem vícios?

CAMILA
Ele bebe pouco. Não fuma maconha, não consome drogas ilegais. Ao contrário: pratica ginástica, gosta de nadar e correr, mas faz tudo às escondidas, cuida do corpo e da mente, mens agitat molem, o espírito move a matéria, é o que ele diz. Gosta de usar o latim. Fuma um pouco, mas sempre cigarros, e com piteira.

EDUARDA
Família?

CAMILA
Um irmão, jornalista, com quem não tem muito contato. Nunca o vi, embora tenha conversado com ele por telefone, algumas vezes. Os pais são falecidos. Alguns primos, encontros fortuitos, geralmente em comemorações de fim-de-ano. É um solitário.

EDUARDA
É um homem violento?

CAMILA
Não, em absoluto. De forma alguma.

EDUARDA
Falemos dos casamentos anteriores dele.

CAMILA
Sua primeira mulher foi uma atriz de nome Cibelle, uma tonta que acreditava nele, admirava-o e que insistia em ser mãe, ter um punhado de filhos, daí ele tê-la abandonado. Para não correr riscos, assim que ele se separou dela, procurou um médico seu amigo e esterilizou-se. Ele gosta de saber que seu sêmen irriga o corpo feminino numa quantidade impressionante, isso é verdade, mas quer garantir que não haverá inconvenientes a partir disso. Você não precisa ter esse tipo de preocupação. Imagino que você, na sua idade, não queira ser mãe.

EDUARDA
É uma condição fundamental, não é?

CAMILA
É uma exigência dele, a qual cumpro sem discutir. Voltemos às outras mulheres. A segunda esposa foi Lucinda, uma mulata de corpo esculpido para quem ele gostava de olhar, vislumbrar sua anatomia flexuosa, seu traseiro grande e bem moldado, seus seios pequenos de bicos escuros. Intelectualizada demais, dizia ele, pesquisadora da literatura francesa contemporânea, professora. Renard, Bonnefoy, Prévert, Desnos, Dupin. L’irruption de la nudité, visible par grand vent, ne supporte que le vide et as ponctuation meurtriére. Ele ria dela, também. Viveram juntos pouco mais de um ano. Ela é testemunha de sua natureza dissoluta e de seu exibicionismo sexual. A opção dela foi sair do país, estudar em Paris, ter um outro tipo de vida na qual não seria vítima do riso alheio. Nunca mais ele soube dela. A terceira e a quarta mulheres eram meio aparentadas entre si, e ele conheceu uma a partir da outra, você pode imaginar o desenlace disso, não? Ariana e Maria de Fátima. Até onde sei, Ariana era uma mulher temperamental e insegura. Muito rica e mimada – a família possuía uma rede de hotéis –, apreciava o exotismo de ser casada com um pintor, divertia-se com seu jeito pedante e trapaceiro, admirava sua falsa erudição, a filosofia, o jazz, mas não deu certo porque, diferentemente de mim, ela não soube lidar com a satiríase dele. Ele devorou várias de suas amigas e também a prima distante, Maria de Fátima, com quem ele se casou logo depois. Ariana surpreendeu os dois na cama, na cama dela, durante uma festa de fim de ano, quando todos da família se reuniam em volta da piscina, comendo e bebendo e dançando. Ele e Maria de Fátima realizavam uma sessão acrobática que tirava o fôlego de quem a presenciasse. Foi chamado de sacrílego por uma tia, foi amaldiçoado pelo sogro, um primo ameaçou-o de morte, mas um tempo depois, como se nada tivesse acontecido, estava de volta ao ninho familiar. O casamento com Maria de Fátima durou mais tempo, uns dois anos, talvez um pouco mais. Ela era pequena e magra, um tanto passiva, religiosa, mística, tinha visões noturnas e ouvia vozes. Descobriu com ele uma vida de concupiscência e prazer. Ele a quebrava em pedaços, depois juntava os cacos, montava-a novamente, para depois quebrá-la, sucessivamente. Fez o pequeno corpo dela pegar fogo, como um vilarejo em chamas, mas ela não era feliz. Surpreenda-se agora: ela fez uma viagem, conheceu um homem que compreendia sua natureza quebradiça e simples – e que era também religioso, e também ouvia vozes durante a noite. Casou-se com ele, é feliz e mora em Mato Grosso. Enquanto ele era casado com Maria de Fátima, conheceu-me, riu de mim e terminamos – ou começamos, como queira – na cama.

EDUARDA
E quanto a você?

CAMILA
Devo dizer que sua aleivosia – já citada –, seu pernosticismo e sua rudeza, também anteriormente citados, não são, definitivamente, os motivos de nossa separação. Suas escapadas conjugais, muito menos. Eu simplesmente me cansei de seu jeito, além do fato de ter sido convidada a sair do país e divulgar minha teoria na Europa. Mas não posso deixá-lo só, ele não saberia viver de outra forma. Penso que ele precisa experimentar uma mulher como você, com essa mania particular, que para ele será uma surpresa necessária. Parece-me que você, de todas as que entrevistei – e não foram muitas, como você mesma sabe –, é a mais adequada, não somente por sua índole mas por sua forma de ver o mundo. Confesso que gostaria de presenciar o primeiro coito de vocês. Você vai gostar muito, ele satisfaz as mulheres como ninguém. E tenho certeza de que você vai torná-lo vulnerável, porque isso que você tem, querida, essa força-motriz que faz você ter essa maneira de andar e de olhar, seus gestos – sem contar esse corpo e esse rosto –, tudo isso é um dom, uma dádiva. Ele não espera que haja uma mulher assim, nunca imaginou que existisse uma mulher com esses atributos. Nenhuma das mulheres anteriores, e incluo-me nessa lista, tem esses predicados. Você vai surpreendê-lo e, por conta disso, é possível que o casamento de vocês – se você concordar em se casar com ele, naturalmente – dure mais que os outros e que ele até conheça aquilo a que chamamos felicidade. Isso dependerá de você. Mas confesso que gostaria muito que isso acontecesse.

EDUARDA
Em quanto tempo ele estará aqui?

CAMILA
Ele não demora, eu creio. Deve estar chegando, tome sua vodca devagar, não se preocupe, tudo vai dar certo.

* Sexo in vitro: Masculinidade e Poder, ed. Falkenburg, 2002. Uma tese polêmica acerca da sexualida

de masculina e suas implicações orgânicas, filosóficas e políticas. Foi traduzido para quatro idiomas e fez da autora uma referência na área.

* Galateia & Polifemo – A Elipse Sonhadora, título provisório. Ensaios sobre a história da sexualidade feminina, de Safo a Shere Hite.

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14 Comments on “A Entrevista (do livro TODAS ELAS, AGORA, inédito)”

  1. #1 Quincas
    on Sep 28th, 2007 at 7:44 pm

    Muito bom, boa propaganda, da vontade de comprar o livro pra continuar lendo.

    [Reply]

  2. #2 fg
    on Oct 2nd, 2007 at 3:00 am

    Fabricio Gimenes diz:

    Muito bom, engraçado tb.
    O melhor para “Ele”, seria “todas elas, agora” mesmo!

    Abraço grijó!

    [Reply]

  3. #3 Reinaldo Santos Neves
    on Oct 10th, 2007 at 3:02 am

    Grijó, nunca li nada seu que não fosse no mínimo um texto inteligente e sofisticado. Mas essa entrevista é demais. Olha que a linguagem é meio pedante, mas você a trabalha de tal modo que a podemos ler como poesia. Li primeiro o outro conto, em que você investe firme na armação estrutural, uma das marcas registradas de sua literatura. E já gostei. Mas, lendo este, não tive dúvidas: antológico.

    Reinaldo

    [Reply]

  4. #4 John Lester
    on Oct 13th, 2007 at 9:11 am

    No prelo?

    [Reply]

  5. #5 F. Grijó
    on Oct 14th, 2007 at 12:23 pm

    Não, JL.
    Apenas uma experiência.
    Verei no que dá.

    [Reply]

  6. #6 Anonymous
    on Jan 19th, 2008 at 2:28 pm

    Grande conto.
    Fico na espera dos outros, porque sei que tem.
    Abraço

    L. Cordeiro

    [Reply]

  7. #7 Portela
    on Jan 28th, 2008 at 4:56 am

    Bicho, há um tempo venho lendo…sem comentar.
    Você está escrevendo demais.
    Esse é meu garoto…hahaha.
    Muito bom, cara!

    Camila??haha.

    [Reply]

  8. #8 Anonymous
    on Jan 29th, 2008 at 1:25 pm

    Embora sejam bem escritos, não me agrada ler pornografia.
    Sexo não deve se misturar à arte. Quando se misturam, um dos dois sai perdendo.

    Gabriel Penedo

    [Reply]

  9. #9 Passamani
    on Feb 4th, 2008 at 1:34 pm

    Mesatre Grijó, aqui é o Claudio Guitarrista (estudei contigo em 2006 e manha em VV)
    Que eu sou seu fã, acho que você ja sabia!!!!!!! mas esses contos estão fantásticos!!!! parabéns cara!!!!!

    [Reply]

  10. #10 F. Grijó
    on Feb 6th, 2008 at 3:43 am

    Obrigado, Cláudio.
    Em breve haverá outro conto.

    Gabriel, não encaro pornografia como algo deletério. Acredito que ela - a pornografia - representa o sexo sem vergonha de si mesmo, liberto, simples.
    Mas respeito sua opinião.

    Já pensou de Sade, Safo, Aretino, Petrônio, Bukowski, Giovanni Verga, Bataille e Henry Miller pensassem como vc?

    [Reply]

  11. #11 Jose Moises
    on Sep 30th, 2008 at 5:31 pm

    Você é um doido que sabe português, apenas isso…

    [Reply]

  12. #12 Grij
    on Oct 15th, 2008 at 5:02 am

    José, nunca me definiram com tanta precisão.
    Valeu o comentário.

    [Reply]

  13. #13 Rafael Carvalhêdo
    on Oct 25th, 2008 at 6:19 pm

    Oi, Grijó!

    Nossa! Muito bom esse seu conto, gosto das suas temáticas. A Camila é admiravelmente inteligente e o marido dela é extremamente narcisista. Adorei como ela tá sempre um nível ou vários de consciência acima dele, deve ser do tipo que age humildemente pra não ofender os que se fazem de inteligente.
    Gostei bastante do conto e dos personagens complexos.
    Lendo um comentário que um visitante fez aqui sobre sexo e arte, lembrei que outro dia o ator Pedro Cardoso fez uma espécie de manisfesto - em um jornal, se não me engano - contra nudez na arte, com o mesmo argumento. Mas parece que ele teve motivações conjugais específicas.
    Me questiono: como falar de uma figura como o “marido de Camila” sem entrar na questão sexual ou no próprio sexo? Estranho, não! Seria negligenciar uma parte fundamental da mente humana. E o mais legal da arte é poder ser sincero!

    Gostei do novo visual e da Rede Ops!

    Parabéns!!!

    Abração

    [Reply]

  14. #14 Mara Coradello
    on Nov 26th, 2008 at 6:14 pm

    Gosto muito deste conto.
    E tenho um intento.
    Estou produzindo uma revista literária e gostaria de sua nobre participação.
    Desculpe a informalidade, mas posso ser mais organizada se me enviar o seu e-mail para que eu o explique tudo.

    Abraços.

    [Reply]

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