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As imagens de Bill C.

Bill Claxton foi um dos grandes fotógrafos do jazz. Assim como Herb Snitzer e Herman Leonard, que imortalizaram, em imagens, grandes nomes da música, Bill soube, como poucos fotógrafos, captar aquela atmosfera jazzística que sabemos existir, mas que não vemos; apenas sentimos. Bill Claxton conseguiu ir além: seu extraordinário talento fez-nos ver. Eis Chet Baker, ao piano:

Bill Claxton morreu neste último sábado, 11 de outubro, de problemas cardíacos. Estava com 80 anos e dedicou, desde a década de 50, boa parte de seu tempo a traduzir música – ou seja, fazê-la ultrapassar os limites da audição, transformando-a naquilo que se vê e se sente. Foi um dos fundadores – alguns dizem que foi a força-motriz – da Recording Academy, conhecida e reconhecida pelo Grammy Award. Mas isso é história. Suas imagens falam por ele. Abaixo, a sempre excelente cantora Anita O’Day e o batera Charlie Pool:

Ou esta imagem do saxofonista Paul Desmond, ao piano:

As imagens enfumaçadas, tão comuns aos clubes de jazz, ficam para outros fotógrafos. O que Bill queria era a claridade, o rosto do artista, seu riso e sua ruga, aquele momento em que o homem comum sente-se próximo do ídolo. Abaixo, Lena Horne e Billy Straihorn, numa foto de 1959:

Bem, alguns dizem que falar sobre fotografias é como dançar sobre arquitetura. É uma atitude estéril, proclamam. Não concordo, mas pode ser que estejam certos. Então, fim de papo, e clique AQUI, se quiser saber mais sobre esse grande fotógrafo. Aí vai a capa, uma vida dedicada ao jazz.

17 Comentários on “As imagens de Bill C.”

  1. #1 Fernanda
    on Oct 15th, 2008 at 6:51 am

    Quando morre um fotógrafo, morre uma forma especial de ver o mundo. Belíssimas imagens! O profissional é excepcional quando sequer sentimos a falta da cor: a forma basta. Beijos e sucesso!

    Reply

  2. #2 Tania Montandon
    on Oct 15th, 2008 at 8:20 am

    Seu texto clarifica o quanto a arte é mágica e, mesmo com a morte de um artista, sua obra – quando significativa – permanece, assim como sua lembrança, seu nome, sua história. O artista deixa de ser dono da obra quando a publica, porém como o fruto contém uma parte da alma do criador, este se imortaliza nela. O que há mais belo que esse fazer “impossível” que é transformar, por exemplo, o audível no visível? Ainda mais nesse tempo atual que idolatra tanto a imagem.

    Grande abraço!

    Reply

  3. #3 Net Esportes
    on Oct 15th, 2008 at 12:02 pm

    Não entendi o Bill já que detectei aqui que o nome é William Claxton….. eu não conhecia este, aliás é impressionante a quantidade de fotógrafos que passe a conhecer aqui no “Mesmas Letras” …. a do pianista está fantástica, no link então tem várias fabulosas, impressionante a captação da luz levando em consideração que as máquinas não tinham fotômetro nessa época…. trabalho maravilhosos sem dúvidas !

    Reply

  4. #4 Grij
    on Oct 15th, 2008 at 1:06 pm

    “Bill” é apelido de William, camarada.
    Abraço.

    Reply

  5. #5 Guilherme
    on Oct 15th, 2008 at 1:38 pm

    ele fez magnificas imagens certamente
    uma grande perda

    Abraços

    Reply

  6. #6 DuDu
    on Oct 15th, 2008 at 3:28 pm

    Ela conseguiu capturar as melhores imagens possíveis…

    Vai fazer falta!

    http://visaocontraria.blogspot.com/

    http://minhainspiracao.blogspot.com/

    Reply

  7. #7 MARVELous
    on Oct 15th, 2008 at 7:44 pm

    William Claxton foi o maior de todos os fotógrafos da música. Fotografou Bob Dylan, Frank Zappa e os jazistas, Miles, Clifford, Sarah, Chet Baker & tantos outros. Algumas de suas fotos viraram capas de disco, que infelizmente os CD’s não reproduzem de forma fiel. A postagem e a lembrança foram merecidas. Alguém tem de falar nesses homens de imagens…valeu!

    Reply

  8. #8 carlam.
    on Oct 15th, 2008 at 10:19 pm

    Grijó!

    Que inveja de Bill, por que se seus olhos captaram tanto, imagina como seus ouvidos não estavam motivados?!

    abraço!

    Reply

  9. #9 Grij
    on Oct 15th, 2008 at 10:38 pm

    É verdade, Carla.
    Mas não consigo imaginar. Deve ser, realmente, uma experiência estimulante estar diante de grandes músicos, ouvi-los e reproduzir, em imagem, aquilo que deveria ser percebido pelos ouvidos. Acredito que seja esse o papel do grande fotógrafo, não? Tb acho que o Herman Leonard, sobre quem já postei, esteja nessa linha. Quando puder, dê uma checada.
    Outro abraço.

    Reply

  10. #10 Luciano
    on Oct 17th, 2008 at 9:30 am

    Maneríssimo esse blog !!!!

    Nota 10 – show !!!!!!!!!!!!

    abraço!!!

    Reply

  11. #11 Heitor Bonomo Riguette Machado
    on Oct 17th, 2008 at 11:17 am

    Eu tenho um amor muito grande pela fotografia, comecei a exercitar mais esse fervor ano passado, lendo sobre fotógrafos e alguns conselhos, e esse ano já comecei a fotografar. Tenho uma sina por consolidar música com fotografia. Continue falando quando puder de fotógrafos que você goste. Gostei muito do post.

    Abraços

    Reply

  12. #12 DENISE MACHADO
    on Oct 17th, 2008 at 1:35 pm

    Como sempre, venho aqui e aprendo.
    Falar de fotografia é contar o momento único que só aquele olhar eternizou.
    Vou aos links que apresenta, como sempre.
    Beijos.

    Reply

  13. #13 Paco
    on Oct 18th, 2008 at 1:42 pm

    Que belas fotos…essa do Chet Baker é demais. Sensibilíssima, muito boa mesmo. Parece que o trumpeter está NUMA ORAÇÃO AO JAZZ.
    Grande homenagem.

    Reply

  14. #14 Molly
    on Oct 18th, 2008 at 5:52 pm

    você sabe tudo, não é? Ipisis Literis.
    Slàinte!

    Reply

  15. #15 bruna
    on Oct 19th, 2008 at 6:24 pm

    Parabéns pela pesquisa! Incrível a matéria, adorei…

    Reply

  16. #16 Girls Wireless
    on Oct 21st, 2008 at 7:42 pm

    Muito boa essa seleção de fotos e o texto. :)
    Parabéns nota 10,00 viu?!
    B-ju

    Reply

    grijo Reply:

    Ok.

    Reply

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