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Posts from ‘November, 2008’

Vermelho como o Céu

Escrevi, em abril, ano corrente, sobre o filme francês A Voz do Coração, no qual crianças transformam a música em libertação. A arte confrontando a opressão e, pelo menos no cinema, saindo-se bem, vencendo a batalha. É um filme bonito, bom para ser revisto em qualquer circunstância. Assisti, hoje - deveria tê-lo feito antes -, a [...]

A cabana de Pai Obama?

* by David Horsey
 

Só para constar: as leis de Jim Crow eram o máximo em segregação. Duraram quase 200 anos, mantendo negros e brancos em lugares distintos, cada um na sua - mas os brancos levando nítida vantagem, e somente eles. O que mais me chama a atenção nesta charge é a presença da família [...]

Presença de Anita, in Tokyo

Pois é. Já faz algum tempo que não escrevo sobre jazz. Então lá vai: assisti ao devedê com o show televisado de Anita O’Day na capital japonesa, em 1963. Bem, você pode perguntar: quem diabos é Anita O’Day? Pois eu respondo que, com Julie London e Blossom Dearie, ela forma a trindade branca do jazz vocal [...]

Livros para quê? (parte IV)

A prima fase do Vest-Ufes já foi. No que diz respeito à literatura, uma prova para lá de simples. Aliás, simples e injusta, seja com o aluno que se debruçou sobre a lista de livros, seja para professores que, de uma forma ou de outra, exigiram que a moçada deixasse de lado a preguiça e [...]

Dou-lhe três, Fernandinho!

O Rockefeller Center, o mitológico complexo imobiliário da Midtown Manhattan, foi vendido há quase vinte anos por 851 milhões de dólares. Valia muito mais, mas 85 herdeiros, bisnetos do velho J. D. Rockefeller - o magnata monopolista do petróleo -, queriam grana. Como não eram (e não são) chegados a um esforço (seja físico, seja intelectual), [...]

Joaquim Maria por Mr. Allen?

Meu amigo Jets alertou-me sobre uma entrevista do cineasta Woody Allen na qual se falava de Machado de Assis. Tal entrevista interessa-me tanto por um quanto pelo outro, ambos ídolos meus, descobertos em fins dos anos 70, eu ainda imaturo para compreendê-los (e até hoje não sei se compreendo). Pois bem, a entrevista veio a [...]

Iberê no quinteto

Se vivo, Iberê Camargo faria 94 anos hoje. Um puro-sangue cuja inquietação era proporcional a seu talento impressionante. Costuma-se citar - mesmo sem conhecer-lhes os trabalhos - Di Cavalcanti, Tarsila, Anita Malfati, Portinari. Merecem mais do que menção, claro. São o quarteto essencial da pintura  brasileira, todos mais ou menos contemporâneos, advindos da recente modernidade, [...]

Mozart, Salieri & eu: 23 anos depois

Revi Amadeus, de Milos Forman, um dos grandes filmes sobre a inveja - e de como ela envenena o ser humano. Salieri e Mozart, ambos músicos, mas o último como a encarnação divina, aos olhos do primeiro. Talvez ele tivesse razão. Quem supera Mozart? Em sua época, ninguém, e olhe que Haydn foi seu contemporâneo. [...]

O quase quarentão Woodstock (o outro disco)

Pegando carona na postagem anterior - sobre rock e imagens -, tenho ouvido Woodstock Diary, disco de 1994 contendo faixas made in Woodstock, mas, como afirma o selo da capa, apenas previously unreleased performances. Uma beleza. Quem está lá? Muita gente que não aparece no disco original, como Janis Joplin, Tim Hardin, Johnny Winter e [...]

Além da música

 Rock é para se ouvir - e ver. Já postei sobre Bob Gruen, o grande fotógrafo do rock, o homem cujas lentes revelaram cenas que, imortalizadas, passam a fazer parte do imaginário não somente de um ritmo setorizado, mas da música como um todo, completa, para sempre. Mas Bob Gruen não está sozinho nisso. Nem [...]