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Livros para quê? (parte V)

Há uma idéia, muito difundida por sinal, de que na capital argentina existem mais livrarias do que em todo o Brasil. É possível, embora não se possa afirmar quantos estabelecimentos dessa categoria existam em cada um desses dois países. Uma coisa é certa - e devidamente registrada -: os argentinos lêem muito mais que os brasileiros. Todos os argentinos que conheci amavam a leitura, e tinham pelos livros um apreço que a maioria dos brasileiros tem por uma bola de futebol, por telenovelas ou por um biquíni. Nada contra os itens citados, claro.

Estive em Venda Nova do Imigrante neste último fim-de-semana. É uma cidade pequena, simpática, agradável, que se orgulha das raízes italianas que possui. Para mim, bons ambientes implicam boas companhias, e em Venda Nova habitam pessoas que me são muito próximas e muito queridas. Aos sábados pela manhã, sempre que possível, eu visitava uma pequena livraria situada na evenida Beira-Rio - no andar térreo da sede do jornal Folha da Terra - e próxima ao local onde se realizam os eventos da tradicional Festa da Polenta. Eu disse “visitava” porque não visito mais. A livraria não existe há mais de um ano.

Esse “fenômeno” - fechamento de livrarias - não é privilégio de Venda Nova do Imigrante. Acontece aqui, em Vitória, capital do estado, local em que, teoricamente, os leitores deveriam ser mais exigentes, já que capitais são, via de regra, pólos culturais nos quais se concentram, por exemplo, universidades e outros centros de pensamento e discussão. Acontece em todo o Brasil. Em contrapartida, cresce o número de livros editados e, em alguns casos, as tiragens são enormes para os padrões brasileiros. A logística da leitura assemelha-se muito à da música pop. Ou seja: sem divulgação em massa não há páginas abertas, de modo que são os best-sellers que norteiam as edições e, portanto, a vendagem. Justamente por isso são best-sellers. Vira ciclo.

Claro: há os sebos (virtuais ou não), nos quais se podem comprar livros barateados. É sempre uma boa desculpa responsabilizar o alto preço dos livros pela não-leitura, mas não é meu papel questionar finanças pessoais. Só reafirmo que com o dinheiro gasto em um abadá é possível comprar uma dúzia de bons livros. O fechamento da livraria em Venda Nova entristece-me porque é um sintoma de que os livros são absolutamente dispensáveis e de que é plenamente possível viver sem eles e sem aquilo que eles proporcionam. Não fazem falta. Venda Nova é o Brasil.

Mais LIVROS PARA QUÊ? aqui, aqui, aqui e aqui.

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31 Comments on “Livros para quê? (parte V)”

  1. #1 Caio Gracco
    on Mar 23rd, 2009 at 11:43 am

    Excelente analogia. Sou de cidade pequena e sei o quanto uma livraria faz falta, mas também o que me deixa chateado é saber que os habitantes não estão nem aí para a cultura que vem dos livros. A educação básica deveria incutir nas crianças o prazer pela leitura e pelo objeto-livro, mas o que existe, com algumas exceções, é um bando de professores que teambém não se interessa por leitura. Aí fica difícil, né? Agora vai uma curiosidade: com a internet cresceu o número de leitores virtuais…

    [Reply]

  2. #2 grijo
    on Mar 23rd, 2009 at 11:50 am

    Caio, percebi que seu comentário era destinado a essa pstagem, e não à “Livros para quê? (parte III)”, de modo que a trouxe para cá, ok?

    Essa discussão é procedente, Caio. Realmente existem muitos professores que não estimulam a garotada a ler. Há famílias que também consideram o livro algo descartável. Algumas dizem que livros são coisas do demônio.

    E sobre a leitura virtual, bem, muita gente está sendo educada pela web. Não sei aonde isso vai dar.
    Abraço.

    [Reply]

  3. #3 Tersio
    on Mar 23rd, 2009 at 12:37 pm

    Falou tudo.
    Um país se faz com livros, claro. Foi Lobato que disse isso? Acho que sim.
    E o Brasil vai ladeira abaixo, valorizando Ronaldinhos, BBB, novelas da globo e altas taxas de juros.
    Bem, pelo menos pode ser orgulhar de ser o número 1 em corrupção.
    Falou.

    [Reply]

    grijo Reply:

    Atribui-se a Monteiro Lobato, sim.

    Orgulhar-se da corrupção? É possível, mesmo.

    [Reply]

  4. #4 Groo Veiga
    on Mar 23rd, 2009 at 12:59 pm

    Concordo com tudo, Grijó, mas quero dar meus pitacos.

    Eu ainda considero bons livros caros no Brasil. A comparação com um abadá ou um celular faz-tudo é pertinente, mas também há muita gente que fica amedrontada diante de certos valores nas livrarias.

    Duas coisas que me deixam frustrado em minha profissão: colegas que ainda dizem “não gosto de ler, não tenho paciência” - acho um absurdo um professor dizer isso ; e a falta de incentivo aos próprios professores para que adquiram livros. Quando vou a alguma livraria ( em Salvador não tem tantas, assim - aliás, nem bancas de revistas, para você ter uma idéia) pergunto se há algum desconto ou alguma outra vantagem para professores. Não há. Só duas livrarias por aqui oferecem algum desconto, e ainda assim na casa dos 5%. Bom, melhor do que nada, então mesmo assim eu vou lá e compro…rsss

    Mas sua postagem é ótima. Uma boa livraria em Salvador foi fechada há algum tempo e deu lugar a uma pet shop especializada em Poodles. Dá para se ter uma idéia (sei do acordo) de como funcionam as coisas por aqui. É que neste país a ascensão social dá-se através do consumo de bens como carrões, camarotes de carnaval, som automotivo, celulares modernosos, MP3, MP4, MP8, MP10 e o escambau, ou seja, tudo o que puder se ostentar e matar o vizinho de inveja, é claro.

    abs!

    [Reply]

    grijo Reply:

    Eu já debati esse tema com alguns golegas, Groo, e mantenho minha postura: realmente o livro no Brasil poderia serr mais barato. Sua produção - papel, costura, tiragens, capa, ilustrações, diagramação, distribuição - ainda é precária justamente porque poucos lêem. Lessem mais, teríamos tiragens maiores e, claro, preços menores.

    Mesmo assim ainda acho que livro não é caro. Um livro, se bem cuidado, é um bem que pode servir a muitos, em diferentes épocas. Esse valor agregado faz dele um produto razoavelmente barato. Tenho uma filha que estuda cinema em BH. Muitos de meus livros - adquiridos no início dos anos 80, por exemplo - têm serventia para ela. É aí que entra essa “barateamento” de que falo.

    É uma pena que na terra de Gregório, Castro Alves, Jorge Amado e João Ubaldo os poodles tenham mais importância que os livros. Desses 4, 3 deles poderiam voltar do Além e rosnar para o proprietário da Pet Shop.

    Grande abraço.

    [Reply]

  5. #5 Tálib
    on Mar 23rd, 2009 at 2:17 pm

    Dependendo da livraria que se fecha, estou de pleno acordo. Em São Paulo existem inúmeras que, particamente, só vendem livros de autoajuda! Fechando ESTE tipo de livraria é um favor que se faz ao país.
    Quanto às demais…era de se esperar. A Argentina está anos-luz à nossa frente.

    [Reply]

    grijo Reply:

    Vi garotos de quinze anos, Tálib, naquelas livrarias-antiquários de Buenos Aires, folheando livros de Borges, Cortázar, Puig.
    Bem, isso é difícil aqui no Brasil, mas é possível.

    [Reply]

    Tálib Reply:

    Dá inveja! E o pior é que nos apegamos - como já disse em outra postagem - a rivalidades pífias (como o futebol) ao invés de nos espelharmos no que lá há de bom!
    Para se ter uma ideia, eu fiquei, Grijó, uma tarde inteira na El Ateneo. Eles transformaram um teatro numa grande livraria e loja de CDs. Um andar só de música erudita. Quer mais? É de dar água na boca.

    [Reply]

  6. #6 olmiro muller
    on Mar 23rd, 2009 at 3:20 pm

    Acho que a leitura virtual nunca substituirá, com vantagem, a leitura real (livros e demais publicações gráficas). Só livro permite a releitura e as anotações, independente do lugar em que se esteja e do horário disponível. Mas, para que isto aconteça, é indispensável o hábito da leitura e aí é que entram na luta os profissionais da literatura (professores, escritores, jornalistas, etc.), para tentar consolidar este quadro. Por isso, apesar de a batalha parecer perdida, não desista Grijó.

    [Reply]

    grijo Reply:

    Estamos na briga, amigo Olney, mas cada vez mais cansados.
    Valeu, camarada.

    [Reply]

  7. #7 liginha
    on Mar 23rd, 2009 at 3:23 pm

    Pegar um livro para ler é sempre desafiador. Contam-se páginas, lêem-se as orelhas, alisa-se a capa, a textura das folhas… É com carinho e medo que se abrem as palavras diante de nossos olhos. É como ir reconhecendo um território em que seremos desafiados, estimulados, instigados, acariciados… Neste período, em que corremos o curso do que nos contam os livros, moldamo-nos. E como é bom podermos ser moldados e remodelados por livros. É incontestável a alegria de nos depararmos com um ser novo, mais novo, menos sisudo, mais verborrágico, menos histérico, mais brilhante, menos passivo, mais observador… Há quem pense: o que fazer com tudo isso depois? Ah… Como é bom ser mutante a cada livro que nos enlaça. Ser mutante. Ao ler um livro, só isso já me basta.

    Um abração, Grijó!

    [Reply]

    grijo Reply:

    É isso, Lígia.
    É por essas - e algumas outras - que escrever ainda vale a pena.
    Outro abraço, querida.

    [Reply]

  8. #8 cruela cruel veneno da silva
    on Mar 23rd, 2009 at 4:16 pm

    semana que vem vou estar em Buenos Aires e volto pra dizer se tem mesmo tá?

    [Reply]

    grijo Reply:

    Há, sim, Cruela. Ao menos parece.
    Há umas livrarias-antiquários que são verdadeiras disneilândias para quem gosta de livros.

    [Reply]

  9. #9 Douglas
    on Mar 23rd, 2009 at 5:19 pm

    Realmente é triste e lamentável o interesse do brasileiro por livros.
    Sim, o preço é ALTO demais. Mas este lance de caro e barato é BEM relativo. Afinal, pagar 200,00$ para ver o Ronaldo jogar pelo Corinthians é um dinheiro bem investido e trinta, quarenta reais em um livro é MUITO dinheiro para um ‘monte de papel’. Sim, este argumento é BEM utilizado pelos não-leitores convictos.

    A verdade é que existe uma deficiência no incentivo a leitura muito grande no Brasil. Acredito eu ser primeiramente uma questão cultural (está comprovado que pais leitores tendem a ter filhos leitores) e educacional ( Nem preciso aqui elucidar a qualidade do ensino brasileiro, o que quero expressar é a insanidade de se obrigar alunos tão jovens a lerem literaturas TÃO complexas. Este tom de OBRIGAÇÃO cria uma certa aversão aos livros).

    Como mudar esta realidade? Ainda não tenho uma resposta para a questão. Mas tento das formas que posso, incentivo, sempre que possível, meus dois sobrinhos a lerem e se interessarem pelo mundo dos livros. Eles são pequenos, ainda não sabem ler, mas é nesta idade que eles podem se apaixonar por eles.

    [Reply]

    grijo Reply:

    Mas como fazer a obra literária chegar ao aluno senão pela obrigação da leitura? Se depender dele - do aluno -, ele nem toma conhecimento sobre Alencar, Machado, Euclides, Castro Alves, Gregório, Fonseca, Oswald & outros. E cito apenas brasileiros.
    O que precisa acontecer, a meu ver, é que o professor esteja habilitado a despertar nesse aluno o interesse pela leitura e pela obra em si. Não é fácil competir com videogames, tevê e internet, mas deve-se sempre tentar.

    [Reply]

  10. #10 RozangelaMelo
    on Mar 23rd, 2009 at 6:17 pm

    Convenhamos, a oportunidade maior que tenho p/ ler livros, está sendo graças a NET, faço downloads e leio, pq se dependesse de comprar , estaria perdida, não são baratos. Há poucas bibliotecas aqui onde moro e a da escola de minha filha não tem um acervo muito atraente. Em sua maioria são livros apenas p/ leitores na faixa etária de 6 a 12 anos. ´
    Apesar de que algumas editoras , fazem tiragens de bons livros com mudanças ( não no conteúdo, apenas na fabricação e impressão) tornando-os um pouco mais barato. Mas têm alguns livros que peloamordeDeus, resumiram a tal ponto ( fizeram ser um tipo de livro de bolso) que perde um pouco de seu conteúdo. Incentivo minha filha a ler , mas aí tenho que imprimir, fica melhor de ler . Adoro ler e durante muitos anos sofri com o fato de não ter dinheiro p/ comprar.
    Beijinhos de Rozangela Melo

    [Reply]

    grijo Reply:

    Claro, Rozangela. Acho que a web deve sempre auxiliar o usuário. Há vários livros disponibilizados, com textos integrais e devidamente revisados por gente competente. Mas há chutes também. Alunos meus colheram um exemplar de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado, cheio de trechos que pertenciam, na verdade, a “Quincas Borba”, do mesmo autor.

    Sobre esse assunto de “resumos”, há muitos livros que são, na verdade, adaptações de obras literárias consagradas. Eu, de minha parte, acho um absurdo essa adaptação, mas o argumento das editoras é que esse tipo de publicação faz a criança tomar gosto pela leitura de obras que são fundamentais.
    Espero que o tiro não saia pela culatra.

    Abraços.

    [Reply]

  11. #11 Vanessa C
    on Mar 23rd, 2009 at 8:12 pm

    Diante de tudo, desse tal “olhar e ficar cansado” porque não se espera mais milagres brasileiros relativos à aquisição espontânea de livros, o que fazer? Para que debatemos, então? Você ainda tem esperanças, Grijó?

    Circulando por um hipermercado, vi um estande só para a venda dos tais best-sellers. Inevitável, não é mesmo? Livro agora, virou mercadoria dos grandes mercados de consumo. Seria por isso que as livrarias estão fechando também?

    abraço,

    [Reply]

    grijo Reply:

    Parece que é o inevitável destino, Vanessa.
    Esperamos sentados ou continuamos a encher o saco dos outros? Prefiro a segunda opção.

    Abraço.

    [Reply]

  12. #12 Inez
    on Mar 23rd, 2009 at 11:57 pm

    Concordo plenamente com seu texto. infelizmente a leitura não é prioridade nas famílias, assim não é desenvolvido o gosto pela leitura.

    [Reply]

    grijo Reply:

    Não generalize, Inez.
    há famílias que chegam a premiar, de forma bastante natural, os filhos leitores.
    Mas sobre a maioria vc tem razão.

    [Reply]

  13. #13 Thierre
    on Mar 24th, 2009 at 12:07 am

    faço parte dessa margem que não lê livros, até gosto de lê, ja li alguns

    mais num chega a uns 30 eu acho

    podem acredito eu que poderia ter lido mais

    adorei essa analogia
    parabens
    blog show
    Abraços

    [Reply]

  14. #14 Giullianne Vicente
    on Mar 24th, 2009 at 12:48 am

    Realmente é triste.
    Trabalho no Rh de uma empresa e na tentativa de estimular a leitura dos funcionários montamos uma biblioteca com livros de todos os tipos.
    A empolgação foi tanta que até instalamos um software para controlar os empréstimos.Infelizmente não há interesse.
    Gostei muito do blog,parabéns!

    [Reply]

  15. #15 Lilia Gonçalves
    on Mar 24th, 2009 at 9:59 am

    Caro Grijó

    A sua companhia na livraria nos dava um grande prazer.
    Infelizmente o Brasil caminha de costas para a América Latina e prefere copiar os valores do Tio San: imediatismo, valores comerciais, etc… Parece que dói olhar para nós mesmos.
    Bem, fechamos a livraria por uma série de fatores: dificuldade em cumprir prazos de entregas de encomendas (estamos nas mãos das distribuidoras), falta de interesse dos leitores e outros motivos.
    Só não concordo em dizer que livro é caro. Não é.
    Gasta-se muito mais nos bares, nas boutiques, nos salões de beleza…
    Quanto às preferências, é melhor ler livros de auto ajuda do que não ler nada. O importante é começar… Pelo menos damos uma chance para a evolução.
    Nós, do Folha da Terra, lamentamos muito o fechamento da Livraria.
    Mas, não deu… Quem sabe mais adiante.
    Um grande abraço
    Lilia Gonçalves

    [Reply]

  16. #16 grijo
    on Mar 24th, 2009 at 10:49 am

    Também não considero o livro uma mercadoria cara, Lilia, mas num país como o Brasil, em que educação, cultura, conhecimento e inteligência estão, quase sempre, em segundo plano, a forma que se encontra para justificar o desprezo pelo livro é seu preço. Vejo isso em todos os locais a que vou, incluindo livrarias, em que as pessoas exigem desconto quando, na verdade, deveriam fazer o mesmo em restaurantes, boutiques, bares, shows.
    Lamentei muito pelo fim - temporário, espero - de seu espaço cultural. De verdade.
    Abraço.

    [Reply]

  17. #17 matyah
    on Mar 25th, 2009 at 12:25 am

    Triste realidade a do Brasil mesmo Grijó. Entretanto, creio que o fechamento das livrarias, como ocorreu em Venda Nova, está mais ligados aos novos hábitos iniciados pela internet do que à falta do hábito de leitura. Com o fácil acesso à informação o brasileiro, que já quase não lê, passa a consumir a leitura pelo PC e, principalmente, passa a comprar livros pela internet. O que se aumentou de vendas on line nos últimos anos não é brincadeira não. Aí a tendência mesmo é o fechamento das pequenas livrarias e ampliação das mega stores, que o que tem de menos são livros.

    [Reply]

  18. #18 Débora
    on Mar 30th, 2009 at 3:28 pm

    Este post posso comentar, porque de não encontrar livros entendo! Seja em livrarias ou nas bibliotecas da Ufes.
    Tenho muita coisa para ler ainda, muita mesmo. E em uma das minhas últimas procuras por um clássico - não me lembro ao certo o que estava procurando, mas era um clássico da literatura mundial - fui procurar duas livrarias de Vitória, e em nenhuma delas o livro estava disponível. Na verdade, em uma delas o atendente até deu uma risadinha, e disse que “desses livros” eles não vendiam ali não.
    O que eles vendiam então? “Aqueles livros”, de auto-ajuda e o último best seller em voga. Uma pena!
    Mas ainda bem que não tenho medo de comprar pela internet - muitos ainda tem! E ainda bem também que algumas editoras lançam edições mais simples, portanto mais baratas. Afora isso, resta-nos confiar que a tradução seja boa!

    [Reply]

    grijo Reply:

    Fiquei curioso para saber que livro é esse, Débora.

    Eu também compro pela web, mas sempre de forma cautelosa. E compro muito em sebos virtuais. Quanto às traduções, parece-me que os critérios estão sendo mais apurados. Bem melhor do que no início dos anos 80, quando éramos obrigados a ler traduções absurdamente mal feitas.
    Mas ainda há horripilâncias.

    [Reply]

  19. #19 Edu
    on Apr 9th, 2009 at 1:59 am

    Concordo completamente, onde moro existem poucas bibliotecas,
    faz muita falta mesmo livros..

    [Reply]

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