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É isso, Francisco!

Pois bem: cá estou de volta. E às voltas com literatura, consumida entre os intervalos etílicos do feriado.

Leite Derramado é um ótimo livro. Chico Buarque amadureceu, desde Estorvo e Benjamim, dois livros irregulares, a meu ver. Budapeste é quase ótimo - eu diria bom, cheio de virtudes e poucos defeitos. Chico é poeta, e dos melhores que compõem o cenário da boa emepebê, aquela que se encontra no polêmico limbo entre poesia e letra de canção. Seus pares? Caetano, Gil, Belchior, Edu Lobo. Faltou alguém? Acho que não. Pois o que queria dizer é que o poeta Chico divorciou-se do prosador Chico. O prosador tem de contar histórias: esse é seu destino e dever. Agora, sim. Chico Buarque finalmente conseguiu e Leite Derramado derrama-se. É narrativa de luxo.

Vou explicar. Poetas geralmente são maus narradores. Há exceções, evidentemente, mas a regra é bem posta. Poetas enxergam o mundo de forma fragmentada - o que facilita a construção do verso. Prosadores, ao contrário, vêem em tudo uma história a ser contada, são lineares. Chico Buarque, como se sabe, pertencia - talvez ainda pertença, mas cada vez usa menos a camisa - ao primeiro time. Um grande poeta a serviço da canção. Hoje, se não um escritor de primeira, pelo menos produziu um livro de primeira.

Todos sabem que a narrativa interna - aquela em que o narrador é personagem - é a menos difícil de construir, embora se saiba também que boas narrativas independem do foco que as conduz. Chico Buarque optou pelo monólogo - um imenso e bem formulado monólogo em que abandono, racismo, ironias, ciúme, sarcasmo, decadência econômica e delírios misturam-se de forma exata, de modo que o leitor, mesmo diante de um texto previsível (porque ele é), surpreende-se com a condução narrativa de um sujeito em quem não se pode confiar justamente porque é delirante. Talvez esteja aí o tal parentesco com a narrativa machadiana que os críticos fazem questão de trazer à baila. Como se isso enobrecesse o texto. O texto é nobre porque é bem escrito demais.

Chico Buarque é, hoje, mais escritor que compositor de emepebê. Há muitos anos não faz um grande disco, como foram seus trabalhos entre 1969 e 1981 - ou seja, dos discos Chico Buarque vol. 4 até Almanaque. Nesses doze anos só produziu excelências - o que fez dele, na opinião de muitos, o melhor compositor brasileiro dos últimos 50 anos. Compôs também textos dramáticos memoráveis, sendo Gota D’Água uma obra-prima. Atualmente prefere os textos narrativos. Há quem diga que está em crise criativa. Se Leite Derramado for resultado dessa crise, espero, então, que ela se mantenha. É frutífera.

Você, que leu todo esse texto, deve estar perguntando: não vai falar da história do livro? Não vai dar detalhes, fazer análises? Não. Chico não merece que eu tente resumir seu texto a poucas linhas de um blog. Acho melhor lê-lo. Vale mais a pena.

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36 Comments on “É isso, Francisco!”

  1. #1 Everaldo Dumas
    on Jun 15th, 2009 at 8:45 am

    Que bom ler logo pela manhã alguma coisa sobre Chico Buarque, meu ídolo. Não li o livro ainda mas está na lista. Gostei de Budapeste. Mas acho que vc foi injusto com Chico dizendo que ele não fez um grande disco depois de Almanaque…Acho que Paratodos é uma obra prima, não? Abraços.

    [Reply]

    grijo Reply:

    Acho “Paratodos” um disco bom, Everaldo, mas não tão bem acabado quanto “Almanaque”, que, para mim - mas é apenas uma opinião -, é o último grande disco de Chico, composto por canções de alto nível. Os discos “Chico Buarque” e “Francisco”, também dos anos 80, têm algumas pérolas, mas há composições cujo nível é mais baixo. Falei em “excelências” produzidas por ele. Não acho que ele tenha mantido o pique. De qualquer forma, há quem discorde.
    Abraço.

    [Reply]

    Erick Reply:

    Realmente! “Almanaque” é um primor! Com todas as faixas de alto nível, principalmente: …. Todas! Començando por “As Vitrines” e todo seu jogo oculto do grande público. Melhor parar por aqui, já que, falar deste disco consumiria todo o espeço dos comentários.

    [Reply]

  2. #2 Leo
    on Jun 15th, 2009 at 9:14 am

    Faltou alguém? Sim, vários. Inclusive excluir Belchior, compositor de três músicas.

    Não sou um grande conhecedor da literatura de Chico. Já sobre sua dramaturgia, posso versar com alguma propriedade.

    Creio que se alguns dos nomes citados contribuissem tanto ao Teatro quanto Chico, a gente pararia de falar tão somente em Plínios, Nelsons e tais.

    [Reply]

    grijo Reply:

    Três músicas, Leo? Belchior só produziu isso?
    E quem seriam os outros pares de Chico?

    [Reply]

  3. #3 Leo
    on Jun 15th, 2009 at 9:44 am

    Guinga e Ivan Lins, só para citar dois… Tem razão Belchior não produziu três músicas…

    Foram duas: a do avião e a latindo americano. rs

    [Reply]

    grijo Reply:

    Ok, Leo.
    Mas é sempre bom lembrar que a expressão “pares” refere-se também à época, ao momento criativo e, naturalmente, à excelência das composições. Ivan Lins é um grande instrumentista, respeitado nos EE.UU. e na Europa (e também aqui, mas menos). Como letrista, é sofrível, até porque quem compunha a maioria de seus textos era Vitor Martins.
    Guinga, como se sabe, é um ótimo instrumentista. Melhor até do que dentista, sua verdadeira profissão. Compôs, inclusive, com Chico.

    Recomendo, do Belchior: os discos “Alucinação”, “Belchior” e “Era uma Vez um Homem e seu Tempo” (que o povo conhece como “Medo de Avião”. São grandes.

    [Reply]

  4. #4 Tania
    on Jun 15th, 2009 at 9:53 am

    Eu estava doida pra saber algo do livro, se é bom. Agora sei que é bom,rs. Claro que não conheço todos os trabalhos do Chico , embora adore o que pude conhecer, 2 livros e muitas composições, sempre gostei mais da letra e não muito da voz. Aliás, escuto as música dele como poesias e acho muito gostoso, não é do tipo que consigo ouvir sem prestar atenção no que diz. Esqueci o nome dos libros que li dele, faz tempo, mas até me espantei pq esperava menos de um cantor. Do que li achei que ele tem muito talento pra escrita em prosa também. Muito bom ler sua resenha, apesar de não falar do livro, falou o mais importante e conheci um pouco mais sobre o artista e fiquei motivada a ler o livro quando tiver chance. Fiqei lendo e relendo pra entender a parte dos narradores e ainda não entendi a relação do poeta com a má narração, mas vou relendo e uma hora deve cair a ficha.
    beijo

    [Reply]

  5. #5 Tania
    on Jun 15th, 2009 at 10:03 am

    Os outros pares de Chico? Em Minas há alguns porém não são conhecidos pq são pobres e não há como bancarem uma divulgação grande. Se Chico fosse novo, não faria o sucesso que fez, penso. Pq não conseguiria espaço na mídia com seu estilo. Deve ser por essas e outras que a tradução volta com tudo no país, já que não se reconhece quem merece e quem aparece não merece… Os pessimistas dizem da era da morte da boa arte e literatura inclusa…

    [Reply]

    grijo Reply:

    é possível que vc tenha razão, Tania. Fosse Chico um compositor novato, talvez não tivesse espaço. Considera-se a época, claro, assim como se consideram as consições sócio-políticas em que vários artistas se inseriram. Sem contar o público consumidor.
    E é api que entra uma boa discussão. A “era da morte” é responsabilidade de quem? Nos criadores ou do público, que passa a consumir produto de qualidade duvidosa? E há uma outra, mais complexa: quem estabelece o que é de qualidade duvidosa? É um conceito subjetivo?

    [Reply]

  6. #6 FAGGH®
    on Jun 15th, 2009 at 10:56 am

    Minha namorada adora MPB , eu não curtia muito ,massss por ela tive que aceitar chico buarque no radio do meu carro durante uma viagem de 2:30
    só o amor mesmo

    [Reply]

    grijo Reply:

    É isso aí, camarada. Mantenha a namorada.

    [Reply]

    olney Reply:

    Ah! Bom conselho, professor.

    [Reply]

  7. #7 Patti Souza
    on Jun 15th, 2009 at 2:01 pm

    O que parece é algo que já li algumas vezes na net e nos jornais: Chico é um dos compositores-autores mais cobrados dos nossos tempos. Como ele teve uma produção muuuuito prodigiosa, fica sempre a nostalgia de que ele repita os bons momentos de antes, como vc bem acentuou (1969-1981), mas sabe, eu penso que isso é uma tremenda injustiça com ele, porque os tempos são outros, agora. Tudo bem que o nível das músicas não é o mesmo, mas ainda assim, se a gente comparar com essas coisas daí, tipo Nando Reis, Zeca Baleiro e Dudu Nobre, valha-me Deus! Chico continua sendo um mestre! Falei esses três porque andam dizendo que são os substitutos de Chico, Gil, Caetano e tal. Piada de mau gosto!!!
    Não exija tanto de Chico!!! Ele já fez muito mais do que a gente precisava!!!
    Bjaum

    [Reply]

    grijo Reply:

    Isso é uma verdade, Patti. Cobra-se muito de Chico porque se espera muito dele, já que seu passado artístico o absolve de quase tudo. Mas eu não sabia que se dizia por aí - onde? - que Zeca Baleiro, Nando Reis e Dudu Nobre são substitutos de Chico, Caetano e Gil. Quem afirma isso?

    Abraço.

    [Reply]

  8. #8 Camila M.
    on Jun 15th, 2009 at 4:25 pm

    Ainda não li nenhum livro do Chico, apesar de ter muita vontade! Sendo assim, qual você aconselha a começar a leitura?

    beijo, prof!

    [Reply]

    grijo Reply:

    É sempre bom começar pelo melhor, Camila.
    Em minha opinião - veja bem, é uma visão bem particular -, é esse.
    Outro beijo.

    [Reply]

  9. #9 Guilherme
    on Jun 15th, 2009 at 5:26 pm

    Nunca pude ler uma obra de Chico Buarque, mas creio que pelo já li e ouvi sobre ele que deve ser um escritor magnífico.

    [Reply]

  10. #10 Sandro S santos
    on Jun 15th, 2009 at 6:01 pm

    Poxa, nehuma palinha do livro, nem um trecho!!!
    Gosto do Chico como músico. Nunca li a prosa dele, mas estou começando a perder o preconceito de vê-lo apenas como músico e não como prosador!!
    Valeu pela dica!!!!

    [Reply]

    grijo Reply:

    E o mais interessante, Sandro, é que ouvi isso demais. Muita gente tem esse preconceito.
    Sem problemas. Nunca é tarde para mudar de opinião.
    Abraço.

    [Reply]

  11. #11 Cláudio Leal
    on Jun 15th, 2009 at 6:19 pm

    É interessante ver como as opiniões variam. No blog do Milton Ribeiro o livro Leite Derramado é considerado inferior a Budapeste, embora bastante elogiado também. Mas crítica é isso aí mesmo. É bom contar com uma variedade de opiniões bem fundamentadas, o debate ensina mais do que a concordância.

    Tenho vergonha de dizer que nunca ouvi nada de Chico Buarque, ou mesmo li algum livro seu. No entanto, já me deparei com uma ou outra letra de música e gostei bastante. Pretendo ler seus romances algum dia (ou seja, vou empurrar com a barriga por um bom tempo, mas vou ler em algum momento).

    [Reply]

    grijo Reply:

    Valeu, Cluadio.
    Vou checar o que o Milton - que sabe das coisas - disse sobre o livro. vou até dar uma provocada nele.
    Abraço.

    [Reply]

  12. #12 Vanessa C
    on Jun 15th, 2009 at 7:43 pm

    Oi Grijó,

    Já comprei o livro e enquanto termino “Travessuras da Menina Má”, o Chico me espera na estante. Está garantido. Obrigada por nos proporcionar a resenha.

    abraços,

    [Reply]

    grijo Reply:

    Uma resenha que quase não é, Vanessa. Mas vale. Eu é que agradeço.
    Abraços.

    [Reply]

  13. #13 Vitor
    on Jun 15th, 2009 at 8:00 pm

    Ah sim, Leite Derramado.

    Adquiri-o deve fazer um mês e meio e ao me deliciar durante a leitura deu-me vontade de conhecer os outros três livros que ainda não tive a oportunidade de lê. A engenhosidade da trama, um livro finissecular que possivelmente entra para galeria de grandes livros e enceta um nova perspectiva, embora trabalhe com narrativa já conhecida, de temática e abordagem. Como bem disse Grijó não há muito o que se falar diante de tal escritor e de quão talento. Agora, não sei se concorda, mas o livro segue uma linha de seu próprio pai, Sérgio Buarque, no livro “Raízes do Brasil” e de Gilberto Freyre no livro “Casa Grande e Senzala” quanto a temática e outros afins. Grijó, permito-me a publicar o excerto inicial do livro:

    “Quando eu sair daqui, vamos nos casar na fazenda da
    minha feliz infância, lá na raiz da serra. Você vai usar
    o vestido e o véu da minha mãe, e não falo assim por
    estar sentimental, não é por causa da morfina. Você
    vai dispor dos rendados, dos cristais, da baixela, das
    joias e do nome da minha família. Vai dar ordens aos
    criados, vai montar no cavalo da minha antiga mulher.
    E se na fazenda ainda não houver luz elétrica,
    providenciarei um gerador para você ver televisão. Vai
    ter também ar condicionado em todos os aposentos
    da sede, porque na baixada hoje em dia faz muito calor.
    Não sei se foi sempre assim, se meus antepassados
    suavam debaixo de tanta roupa. Minha mulher, sim,
    suava bastante, mas ela já era de uma nova geração e
    não tinha a austeridade da minha mãe. Minha mulher
    gostava de sol, voltava sempre afogueada das tardes no
    areal de Copacabana.”

    Não vejo a hora de relê-lo.
    Até mais.

    [Reply]

    grijo Reply:

    Não sei se chega a haver algo de tão “aparentado” entre a narrativa desse livro e os que vc citou, Vitor, mas a idéia de retomar, durante a narrativa do velho doente, a história brasileira e as questões da formação étnica do país pode até criar uma ligação. Acho que vc tem razão, sim, mas vou pensar melhor nesse assunto. Há uma composição de Chico, naquele disco de capa branca na qual ele se encontra de guarda-chuva, chamada “O Velho Francisco”, que me pareceu o ponto de partida do livro. Fui ler algumas resenhas, hoje, logo após ter escrito esse texto para o blog, e vi que isso é citado. Achei interessante a coincidência.

    Agradeço a postagem do trecho, camarada. Sinta-se à vontade, sempre.
    Abraço.

    [Reply]

  14. #14 Avassaladoras Rio
    on Jun 15th, 2009 at 8:20 pm

    Querido amigo avassalador…Grijo.
    Já estou salivando para ler este livro do Chiquinho.
    Valeu a super dica.

    [Reply]

  15. #15 Ed Cavalcante
    on Jun 15th, 2009 at 11:17 pm

    Grijó, meu nobre, nunca li Chico, apenas ouvi. Exatamente por isso tenho pouco a contribuir comentando nesse post. Mas parei aqui porque lembrei-me de um dos pares, ou parceiros dele: Francis Haime. Não sei o quanto eles produziram juntos, lembro-me de “Embarcação”.

    [Reply]

    grijo Reply:

    É verdade, Ed, os dois compuseram, juntos, algumas obras-primas. “Meu Caro Amigo”, “Atrás da Porta”, “A Noiva da Cidade”, “Trocando em Miúdos”, “Pássara”, “Luíza”, “Maravilha”, “Verdadeira Embolada”, “Vai Passar” e mais algumas que minha memória não busca. Foi um dos grandes parceiros de Chico - mais até do que Tom ou Ruy Guerra. E menos que Edu Lobo.
    Claro que falo em termos quantitativos.
    Vou até verificar quantas músicas Chico fez com ele.
    Abraço.

    [Reply]

  16. #16 charlles campos
    on Jun 16th, 2009 at 11:24 am

    -Caro Grijó,
    UMA DIGRESSÃO (se me permite):

    espantei-me com a seguinte passagem, em “O Resto é Ruído” (p.519-520) , e a reproduzo abaixo afim de que, se possível, tenha mais informações sobre:

    “Quando era gravado naquela fita, o som se replicava, formando uma embaçada camada de batidas e texturas. (Terry) Riley chamou aquele efeito de “técnica de acumulação de tempo retardado”, resolveu mixá-lo numa apresentação ao vivo, associando-se ao trompetista de jazz Chet Baker, que havia cumprido pena na prisão por posse de heroína. Riley, Baker e outros improvisaram um acompanhamento para a peça The Gift, de Ken Dewey. O tema que eles tocaram foi, claro, “So What”, de Miles Davis.”

    Sobre Leite Derramado, graças ao post do Milton e este seu, já está na minha lista de espera.

    abraços.

    [Reply]

    grijo Reply:

    Charlles, meu caro, na minha lista está justamente esse livro a que vc se refere - e que, por motivos vários, ainda não foi lido -: “O Resto é Ruído”. A “digressão” deixou-me curioso, e essa técnica do Riley mais ainda, sem contar o velho Chesney aparecendo por perto.

    Valeu, camarada. E suas “digressões” são sempre permitidas.
    Abraço.

    [Reply]

  17. #17 Felipe Mansur
    on Jun 16th, 2009 at 3:30 pm

    Sinceramente, estava esperando por esse post Grijó!

    Estou lendo “Leite Derramado”. A crítica que Chico faz ao preconceito social e racial são sensacionais.

    Gênio.

    Abraços.

    [Reply]

    grijo Reply:

    Concordo, Felipe. Mesmo que venha da boca de um velho aparentemente gagá.
    Gênio mesmo.

    [Reply]

  18. #18 rodolpho
    on Jun 17th, 2009 at 1:24 am

    fiquei curioso logo quando saiu o livro. comprei num posto de gasolina numa noite qualquer.

    achei o começo sensacional, mas já bem ao final fiquei com a impressao de que ele perdeu o folego. nada que comprometesse a obra, ate pq achei sensacional aquelas confusoes que o caboclo fazia com suas estorias. bom, é só minha opiniao também.

    no fim, fiquei mto satisfeito com o dinheiro investido.

    lembro que qdo li budapeste não gostei mto, deve ser por causa da maturidade, na epoca achei a leitura meio arrastada e cansativa. depois de ler este post, pretendo dar uma nova olhada neste livro.

    abração grijó.

    [Reply]

    grijo Reply:

    Gostei de “Budapeste”, Rodolpho, mas não o celebrei tanto assim.
    Quando vc fala em “leitura meio arrastada”, percebo como a velocidade das composições de Chico (na emepebê) deu lugar a uma certa lentidão narrativa. Claro que os motivos são óbvios, afinal a prosa demanda muito mais tempo do que um poema/letra. Mas há passagens - inclusive em “Leite Derramado” que me parecem “arrastadas” demais - o que não compromete a beleza do texto, claro.
    Abraço, camarada.

    [Reply]

  19. #19 Mateus Dazzi
    on Jun 18th, 2009 at 8:06 pm

    Chico é chato em disco e em livro, mas foi o namoradinho do brasil e essa marca ficou. fez uns sambinhas, umas musiquinhas contra a ditadura e se tornou ícone. bem, eu prefiro caetano com toda a sua iconoclastia e libertarismo. chico é o burguês que caiu nas graças…

    [Reply]

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