E Sidney Lumet chega aos 85, com a mente em erupção. Fez Antes que o Diabo Saiba que Você está Morto, devidamente comentado por este blogueiro que vos escreve. Poderia ter descansado após fazer Doze Homens e uma Sentença , The Pawmbroker, Serpico, Um Dia de Cão e O Veredicto. Parece que o cara quer mais: vem aí Getting Out. Enquanto não chega, parabéns!

Um pê esse: além dos filmes citados, é altamente recomendável que se assista - para quem possui o canal pago Bravo, naturalmente - ao episódio Actors Studio com Sidney Lumet. Uma aula de cinema. Além de ouvi-lo, aprende-se que a pronúncia de seu nome não é afrancesada.








on Jun 25th, 2009 at 8:01 am
O Veredito é fantástico, com Paul Newman caracterizado de advogado honesto (parece paradoxo). Olha, Grijó, gostei muito de um filme dele chamado Equus, não sei se vc conhece. É uma das melhores atuações do prezado Richard Burton. E Um Dia de cão é especial.
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grijo Reply:
June 25th, 2009 at 9:44 am
Antonio, não vi “Equus” do Lumet, infelizmente. Vi, na verdade, uma montagem brasileira da peça de Peter Shaffer, com ricardo blat fazendo o papel do garoto que cega os cavalos. Mas o filme, não. Burton faz o psiquistra, né?
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on Jun 25th, 2009 at 12:31 pm
Doze Homens e Um a Sentença é dos meus filmes preferidos. Assisti na tevê, num desses corujões da vida. Clássico! Um Dia de Cão também está na minha lista dos preferidos, não tanato quanto o primeiro, mas em boa classificação. Quanto ao Serpico, tenho mais lembranças da série de tevê (1976 estrelada por David Birney) que eu assistia junto com o meu pai. Lembro-me que o “estilo sérpico” virou um adjetivo emblemático para todas as corregedorias desde então.
Aproveito e deixo meus parabéns também!
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grijo Reply:
June 25th, 2009 at 4:48 pm
Acho “Serpico” o melhor filme do Pacino, Ed.
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on Jun 25th, 2009 at 4:31 pm
É um dos grandes diretores da atualidade, e este filme que vc linkou e comentou, Antes que o diabo…., é magistral. Humor negro, bandalheia familiar, sacanagens. A cara do judeu americano de classe média negociante diamantes…ate +
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grijo Reply:
June 25th, 2009 at 4:47 pm
Era uma familia judia?
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Everaldo Dumas Reply:
June 25th, 2009 at 4:56 pm
E por falar em judeus, vc citou um dos melhores filmes sobre judeus que eu já vi, the pawnbroker, grande filme mesmo. O ator principal, esqueci seu nome, é fantástico.
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on Jun 25th, 2009 at 5:02 pm
Sei que não é exatamente o tema do post mas abro parêntesis aqui pra falar o seguinte, na boa: esses filmes, como The Pawmbroker, filmes de judeus, filmes sobre holocausto e tudo o mais, são cíclicos em hollywood. Quando todo mundo está mio esquecido do que aconteceu nos campos de concentração, vem eles (os grandes produtores, a maioria judeus) e trazem uma avalanche de memória que enche um pouco o saco. Não sou daqueles que duvida do holocausto e tudo o mais, não sou como aquele secretário do vaticano que diz que tudo é muito exagerado, mas o que acho exagero é ficar batendo nessa tecla ciclicamente. Eu vi The Pawnbroker na TV, no Film & Arts há uns anos. Gostei demais, e o ator em questão, everaldo, é Rod Steiger (que deve ser judeu) e está brilhante, magnífico. Mas até quando isso vai continuar? O último grande momento foi a Lista de Schindler, feita por um judeu competente, que é o spielberg. Qual a próximo passo? Desculpe se fugi muito do tema, mas os comments me levaram a trazer a questão para apreciação. Se quiserem ignorar, fiquem à vontade tb. Abraços fraternos.
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grijo Reply:
June 25th, 2009 at 5:55 pm
É uma boa questão, Will. Não se pode perder de vista que muitos judeus (ricos, naturalmente) têm uma presença forte em Hollywood. Não sei se chega a ser algo tão conspiratório como vc afirma. Não chego a perceber esse ciclo, ma há quem afirme - alguns judeus, inclusive - que existe uma espécie de “indústria do Holocausto”. Muita gente ganha com isso, daí não deixarem que o mundo esqueça. É uma boa discussão.
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on Jun 25th, 2009 at 6:54 pm
Eu assisti Doze Homens e Uma Sentença pela primeira vez há quase três anos atrás e, confesso, estava com sono demais para me atentar e fiquei decepcionada pelo fato de o filme inteiro ocorrer naquela sala insalubre. Porém, quando assisti a película novamente, eu pude perceber a sua essência - e a prova de que um bom filme se dá por um roteiro bem escrito que desafie a mente do espectador e lhe permite que repense atitudes cotidianas. O que é certo, o que é incerto?Acabei aprendendo a sempre repensar as minhas “certezas”.
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on Jun 26th, 2009 at 1:22 am
Estou atrás de muitos filmes do senhor Lumet, mas eles me escaparam várias vezes. Vou tomar esta postagem como um incentivo e vou buscar de novo.
Uma pergunta, Grijó: a atuação de Pacino em Serpico supera a do Poderoso Chefão e a sua continuação?
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on Jun 26th, 2009 at 3:27 am
Sidney Lumet sobrevive e figuras como M Jackson se vão. Uma grande perda. Bem, pelo menos isso, e só de raiva vou ver Serpico ouvindo Bad.
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on Jun 26th, 2009 at 10:35 am
desses filmes que vc citou eu só vi O Veredicto, e mesmo assim na televisão, mas adorei. Adoro P. Newman. Fui dar uma lida nas outras postagens e vi que vc curte o cinema americano. Eu prefiro o europeu, e não é coisa de intelectualóide não, mas porque o cinema americano preopcupa-se com a renda, com o resultado financeiro, o que parece comprometer um pouco a integridade da obra de arte. Como é que vc dá conta disso Grijó?
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on Jun 26th, 2009 at 6:26 pm
antes que o diabo saiba que vc está morto é um dos melhores exemplos, ou dos mais recentes, de que o bom cinema não está morto. Grijó, um dia desses vc disse na aula que a maioria dos filmes de sucesso econômico eram destinados ao público adolescnte. Eu concordo com vc, mas não é só de adolescentes que vive o cinema, certo?
E tem mais, a música está nos mesmos moldes, não?
Abraços
D.
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on Jun 30th, 2009 at 7:55 pm
Sidney Lumet pronuncia Lumét? Não sabia, rsrsrs…
Olhe, não sei se é remake, mas vi Doze Homens e uma Sentença e achei meio monótono, com Jack Lemon, mas pelo que li tem uma primeira versão, que não vi.
Não gostei muito não, já de O Veredicto eu gostei demais. Vi na tv, numa dessas madrugas.
Bjo
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grijo Reply:
June 30th, 2009 at 9:58 pm
Existe o original, de Sidney Lumet, que é de 1957, Flávia, com Henry Fonda no papel principal. Esse remake a que vc se referiu é uma produção para a tevê, com Jack Lemmon e George C. Scott. É menor.
Abraço.
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on Jul 1st, 2009 at 8:52 pm
Parabéns ao diretor de Pawnbroker. Que filmaço! Mas Serpico datou, ficou ultrapassado, professor.
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