Ontem à tarde, após manhã cansativa em sala de aula, resolvi que algumas cervejas, no doce lar, mereciam minha atenção. No elevador, imaginando qual sensação que a combinação fermentada entre cevada, lúpulo e água me proporcionaria (já sabendo, naturalmente, qual era), deparei-me com um aviso, colado à parede: vendo ingresso para o Coca Cola Rock Festival. E fiquei sabendo que as bandas Fresno, Forfun, Strike, DropIn, Rock Drive, Scracho, Mecanika! e Hevo 84 iriam transformar os adolescentes capixabas em bonecos pula-pula. Eu não conheço nenhuma dessas bandas. Ou sou um ignorante ou sou um velho que ficou para trás. Ou os dois.
Freqüentemente questiono meus alunos sobre música. É meu dever como professor de Literatura, assim como é meu dever, naturalmente, questioná-los sobre o que estão lendo. Não detenho o saber. Nenhum profissional na minha área o detém. Não conheço professor que ensine alguma coisa. Na verdade, um professor - pelo menos aqueles competentes - estimula o aluno, faz despertar nele o interesse e, a partir de então, ele (o aluno) caminha sozinho. Daí eu afirmar que meus questionamentos acerca de música não passam disso. Faço perguntas, e ponto.
E esse questionamento retorna a mim: como é que você, Grijó, não conhece a banda Fresno? Como pode alguém que se considera minimamente antenado ignorar a banda Forfun? São perguntas válidas. Para que viver do passado e deter-se em Led Zeppelin, The Who, Emerson Lake & Palmer, Pink Floyd, King Crimson e Rolling Stones? E Bob Dylan? E os Beatles? Quer coisa mais mesozóica do que lembrar-se de Lennon & McCartney? Talvez tenham razão. Vivo de um passado que não retorna. Herr Nietzsche não tinha razão.

Jorge Luis Borges , o extraordinário escritor argentino, afirmava que só se deveria ler livros escritos há cem anos. Não acreditava na atualidade literária, considerava-a fútil, insossa e pouco criativa. Por outro lado, Maria Kodama, sua secretária-viúva-herdeira, afirmava que o escritor admirava o som do Pink Floyd e dos Stones. É só ler a entrevista AQUI . Pode ser chacota, já que Borges era dado a esse tipo de piada. Não sei. Minha única certeza, após esse pequeno texto, é que, como Borges, refugio-me no passado. Sou um museu, mas um museu que evita piadas que sugiram minha complacência em relação a bandas como Fresno, Rock Drive, Forfun etc. Prefiro continuar na minha ignorância.








on Jul 4th, 2009 at 3:50 pm
Grijó, adoro seus textos. Eles sempre elevam o meu astral!
Obrigada, pois ao me identificar com a sua ignorância, me senti menos peixe fora d’água.
Valeu!!!!
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grijo Reply:
July 4th, 2009 at 4:07 pm
Valeu, Carolina.
E fui lá no seu blog conferir as ótimas fotos do Macalé, depois de ouvir durante á manhã deste sábado, o ótimo “Banquete dos Mendigos”. Nada de Fresno.
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on Jul 4th, 2009 at 3:53 pm
Hehe…então estou na mesma situação que vc, Grijó. Na semana passada recebi um panfleto na rua que convocava os adolescentes de Goiânia pra uma espécie de “festival do rebolado”. Em destaque vinham os nomes dos grupos que iam se apresentar e não reconheci nenhum deles. Meu filho indignou-se e disse que eu era um dinossauro. Tb prefiro assim, viver na pré-história.
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on Jul 4th, 2009 at 4:08 pm
“Festival do Rebolado”? É melhor continuar dinossauro, Francisco.
Abraço.
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on Jul 4th, 2009 at 5:00 pm
Ih, professor, acho que vc não está perdendo nada…
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grijo Reply:
July 4th, 2009 at 8:47 pm
Também acho que não, Olney.
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on Jul 4th, 2009 at 5:42 pm
É meu caro,
O nome disso é nostalgia. Esse fenômeno ocorre porque, “diante do mundo adulto”, é comum recordar os áureos tempos como forma de escapismo, não é? É romântico. E eu me patrulho, pois faço parte desse seleto(ou não) grupo de pessoas que aprecia um pouquinho do velho, me patrulho para que isso não evolua. Drummond sentenciara: “E como ficou chato ser moderno, agora serei eterno”, pior ainda é ser um eterno-velho.
Até mais.
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grijo Reply:
July 4th, 2009 at 8:46 pm
É, Vítor.
Eu, na verdade, aprecio as “velharias” musicais, literárias e cinematográficas. Não acho que seja tão ruim me eternizar nessa proposta.
Abraço.
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on Jul 4th, 2009 at 7:36 pm
Bem legal você falar disso, Grijó. Fui sua aluna ano retrasado e lembro que muitos alunos não simpatizavam muito contigo pelo fato de você falar mal de muitos cantores e bandas atuais… de Ivete a Coldplay, passando por Zeca Baleiro e muitos outros.
Dentre essas bandas/cantores, havia muita coisa que eu gostava, mas isso foi bacana pq vc me instigou a procurar o que era bom na sua visão… e com isso eu conheci muita coisa. Achei um universo musical totalmente desconhecido por mim.
Tenho que te agradecer muito por ter aberto minha visão, tanto em relação à música, quanto à literatura. Obrigada! =)
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grijo Reply:
July 4th, 2009 at 8:45 pm
Ô, Naila! Fico contente - vc não imagina o quanto! - em ler isso.
Valeu, de verdade.
Abraços.
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on Jul 4th, 2009 at 8:26 pm
Entrevista muito boa, Grijó! Não a conhecia. Mas um Borges admirador da música para as massas não é novidade para mim. Num livro de diálogos entre ele e Sabato, Borges disse ter chorado de emoção ao ouvir os Beatles no rádio, pela primeira vez. Sobre essa da adolescência alegar que Beatles e companhia serem muito caretas e antigos, me faz lembrar de uma bandinha horrível que foi febre no final dos 80, Information Society (hoje já esquecida), que respondia não ouvir os Beatles por serem obsoletos. vejam só, parece ser então uma moda, falar mal das bandas representativas de alhures, para depois desaparecer. Dessas bandas modernas citadas, a única que conheço_ aliás tenho todos os três albuns originais_ é o Strikes, que surgiu como uma “revigoração” no rock. E é uma boa banda, justamente por emular suas influências dos 60 e 70, como Doors, Bowie e Dylan. As bandas relevantes atuais, para acentuar a ignorância da rapaziada que na verdade gosta é da agitação e não da música, são aquelas que bebem da tradição: Radiohead transitando por Pink Floyd e King Crimson; White Stripes com enorme dívida ao Zeppelin; Arcade Fire soando como Roxy music, e assim vai.
Voltando a Borges: enquanto estava eu, no ano passado, escrevendo uma monografia sobre V.S. Naipaul e García Márquez, relendo e lendo muita coisa da literatura hispanoamericana, me deparei com vários gostos em comum entre escritores desta denominação que talvez dessem um outro estudo. Uma destas semelhanças era a novela de rádio, que mais tarde se popularizaria nas novelas televisivas, estilo popular que garcia márquez não só era aficcionado com já escrevera uma trama destas na juventude. E Vargas Llosa dedicara toda uma obra a essas novelas: se não me engano, Tia júlia e o Escrevinhador. GGM, na ocasião do assassinato de Lennon, escreveu uma bela crônica sobre os Beatles; e em seu bom estilo hiperbólico juntou esse B aos outros de Bach e Beethoven.
E agora leio que tenho um conterrâneo em Goiânia, o Francisco acima, que deve saber muito bem como a ignorância é benéfica para podermos suportar o mal gosto generalizado.
E boa cerveja pra vc, camarada! Agora mesmo tô tomando um vinhozinho de leve, ouvindo Seven Steps to Heaven.
Abraço.
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grijo Reply:
July 4th, 2009 at 8:44 pm
Opa, Charlles. Bom saber que há quem curta o Naipaul. “Os Mímicos” é clássico. Li em tradução, e gostei deveras (usei “deveras” só para devolver o “alhures”). E “Uma Casa para Mr. Biswas”, em cuja leitura me regozijei, é das melhores obras sobre colonização (em todos os níveis) com que já pude ter contato. Genial.
Não conheço esse “diálogo” entre Borges e Ernesto Sábato. Que livro é esse?
Abraço, camarada.
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on Jul 4th, 2009 at 8:50 pm
Grijó, meu nobre, normalmente quando você fala sobre o rock nacional que, pejorativamente (não negue) chamas de ‘brock’, discordo de quase tudo. Mas, dessa vez vou engrossar o couro. Quase todas as bandas desse festival que vai rolar aí na sua cidade, eu conheço, tenho uma filha de 13 anos. Mas se nunca tivesse ouvido, também conheceria. Explico: todas elas são cópias do Green Day que conheço e sei que não é grande coisa. É um festival de caras e bocas e nada mais.
Abraço!
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grijo Reply:
July 4th, 2009 at 9:43 pm
Ed, caro amigo, não sou eu quem chama o rock nacional de BRock. É o Arthur Dapieve, especialista e fã do gênero. Dê uma olhada nisto:
http://www.livrariaresposta.com.br/v2/produto.php?id=1481
Abraço, amigo.
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on Jul 4th, 2009 at 8:57 pm
O livro foi lançado pela editora globo e é muito bom_ como hoje é um dia de relaxamento etílico, enquanto Sabato tomava whisky, Borges, o “borracho perdido”, só tomava água. Sobre Naipaul, penso, de outramonta*, que mereceria um post seu.
*(agora quero ver se sua garapa encontra um advérbio à altura)
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grijo Reply:
July 4th, 2009 at 9:46 pm
Talvez tenhas razão, Charlles. Faz-se mister que Naipaul dê as caras por aqui.
(”Outramonta” ganhou, confesso!)
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charlles campos Reply:
July 5th, 2009 at 6:56 pm
Errata gritante: confundi os nomes das bandas: pretendia me referir ao the strokes. A banda Strike nem faço idéia.
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on Jul 4th, 2009 at 9:36 pm
só posso rir muito com esse post…..
rsrs
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on Jul 4th, 2009 at 11:23 pm
Olá, Grijó!
Grande missivista e Pré-Cambriano amigo…
Vou apreciando seu post ao som surreal de Robert Fripp & Brian Eno - realmente todo esse lixo emo ou similar - da náuseas…
Por isso e por outras continuo apreciando um bom e mágico Arco-Iris em preto e branco…
Aguardando V.S. Naipaul por aqui…
Abraços saudosos
Everaldo Ygor
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on Jul 4th, 2009 at 11:44 pm
Minha irmã tem 13 anos e quer ir nessa parada. Há uns conhecidos- entre 17 e 22 anos - meus que também querem. Só por aí dá pra que a galera só quer saber de porcaria mesmo, mas não sei se minha irmã está muito adiantada ou se os caras é que tem cabeça de 13 anos; pela profundidade dos arranjos, a segunda opção me parece mais palpável. Fica a dúvida.
Abraço
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grijo Reply:
July 5th, 2009 at 1:41 am
É, Laio.
Acho estranho um cara de 22 consumir música para adolescentes, mas gosto é gosto.
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on Jul 5th, 2009 at 12:08 am
Outro dia uma amiga comentou sobre esta tal “Fresno”, sem saber do que se trava perguntei. Ela me respondeu - às gargalhadas - que eu era muito velho e não prestava a devida atenção no que acontecia no mundo.
Continuo sem entender.
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grijo Reply:
July 5th, 2009 at 1:29 am
Eu virei um Matusalém.
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on Jul 5th, 2009 at 12:54 am
Estudei com vc apenas uns meses ano passado e esse ano, até que, felizmente, fui chamado pela universidade. E, como sempre gostei de literatura, foi da sua aula que senti mais falta. Como a Naila disse, queria te agradecer por ter me estimulado a procurar produções além do midiático e do proposto para os jovens de hoje. Penso que a sua proposta como professor é fantástica e se fosse posta em prática pela maioria, teríamos uma juventude mais pensante. Abraço.
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grijo Reply:
July 5th, 2009 at 1:28 am
Valeu, camarada. Não desisto.
Abraço.
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on Jul 5th, 2009 at 12:59 pm
Eu conheco algumas das bandas. Sou meio desconfiada com elas, aliás, sou meio desconfiada com muita coisa nova que anda rolando. Tento não me manter tão “longe” das novidades, vez em nunca aparece algo que vale a pena apostar. Mas me preocupo muito com essa galera que não sabe mais de onde as coisas vieram, que algumas pessoas foram essenciais na música e literatura… Não sou careta ao ponto de dizer que só é legal ouvir Caetano e ler Borges, mas acho que vc me entende, né?
beijos!
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grijo Reply:
July 5th, 2009 at 6:13 pm
Claro que entendo, Pêeme.
Não chego a me preocupar com essa galera “que não sabe mais de onde as coisas vieram”, justamete porque a arrogância - sim, arrogância! - delas não permite debate de idéias. Qualquer idéia contraposta ao que eles dizem é errada, velha, conservadora. Claro que há exceções: qualquer generalização é burra.
Bjo, querida.
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on Jul 5th, 2009 at 5:13 pm
Oi, Grijó! Tudo bom?
O bom de seu blog é que sempre me deparo com opiniões bem diferentes. Algumas com as quais me identifico, outras não. Mas de qualquer forma já é enriquecedor.
Bom! Hoje realmente parece ter mais coisas ruíns e repetitivas do que antes, mas há muita coisa boa também. Você parece usar sempre os piores exemplos para se referir aos músicos atuais, os exemplos que provavelmente não sobrevevirão ao tempo. Acho que Fresno ou Forfun não seriam exemplos justos ou referências, muito menos estímulos para que você busque algo de bom hoje. Usando essas bandas como referência, provavelmente desistirá MESMO da música feita hoje. Não sou um entendedor de música, bem loge disso, mas bandas como Cake, Radiohead, Los Hermanos, Vanguart, ou músicos novos como Wado e Céu, entre outros poucos, fazem bons trabalhos. Tá certo, são a minoria da minoria, mas acho que o problema esteja mais na falta de espaço da mídia para coisas realmente interessantes ou, como já falei aqui para você um vez, no tipo de motivação ou inspiração que esses novos músicos possuem. Tento ser meio otimista, e com algumas mudanças gigantescas que ocorrerão no mercado fonográfico, as coisas mudarão. A internet já constitui um ótimo espaço para quem nunca teve espaço. Você poderia caçar um pouquinho e descobrir que estão existem, mesmo hoje, algumas coisas até interessantes, e, assim, reservar um pouco de esperança para o hoje. rsrs
Gosto de pensar as razões. Você já pensou a razão do cenário musical hoje ser tão pobre e fraco?
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grijo Reply:
July 5th, 2009 at 6:08 pm
Rafael, meu camarada, na verdade não fui eu quem buscou os “piores exemplos”, como vc disse. O que de fato aconteceu foi que nesse evento, patrocinado pela Coca Cola, apenas essas bandas iriam se apresentar. Houvesse alguma outra - e de qualidade incontestável -, eu teria dito. Aliás, eu mesmo, na postagem, não questionei diretamente a qualidade dessas bandas por desconhecê-las.
Tenho por costume - sei que muitos fazem o mesmo - chegar a (conhecer) algumas bandas por intermédio de pessoas em cuja opinião confio. Foi assim que cheguei ao jazz, o rock, ao blues, à emepebê e à música erudita. Quando alguém - e vc é uma dessas referências - sugere que eu conheça uma e outra banda, eu dou crédito. Mas prefiro ficar na ignorância em relação a algumas outras, principalmente àquelas que agradam demais aos adolescentes menores de 15 anos que consideram um absurdo passadista ficar ouvindo Beethoven.
Mas não sou tão pessimista em achar que as coisas novas não prestam, embora prefira continuar consumindo música de 1980 para trás. Não conheço “Cake” nem “Vanguart”, mas vou checar.
Valeu, camarada.
Abraço.
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Tálib Reply:
July 7th, 2009 at 6:39 pm
Eu não acho qeu Grijó venha com os piores exemplos não. São as opções atuais que realmente restringem muito o grupo de músicos seletos.
Quanto a ser um blog repetitivo no que tange às críticas, temos que pensar que é apenas um meio de comunicação perdido num oceano de TVs e rádios massificadoras de uma cultura inútil, fugaz, porém altamente destrutiva para o sistema nervoso central de quem pensa.
Quanto mais se repetir os horrores que hoje ouvimos - a exemplo do que Grijó cita e vem citando, e concordo com 100% - mais os jovens terão medo de se aproximar das drogas auditivas - e se deixar viciar por porcarias em forma de som.
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on Jul 6th, 2009 at 12:01 am
Ando tranquilamente pela Mesozóica e me sinto bem.
kisses.
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on Jul 6th, 2009 at 12:11 am
Fiquei sabendo desse show atraves de uma amiga. Confesso que ouço uma das bandas -a Fresno- e até já fui ao show dela. Strike e Forfun eu ouvia há alguns anos, mas hoje me são intragáveis. O resto eu nunca ouvi, e pretendo continuar assim. Procuro cada vez mais ouvir bandas “obsoletas”, entre elas The Beatles, que hoje é minha preferida.
Não condeno completamente quem ouve música de qualidade duvidosa, até porque estou nesse meio, mas o problema é que a maioria nem se interessa em discutir sobre o assunto e procurar conhecer as tais bandas “obsoletas”, simplesmente falam que não gostam e ponto. Mas mal sabem elas que muitas dessas bandas de hoje apenas tentam reproduzir o que foi feito há anos, como uma banda chamada Limp Bizkt, que regravou Behid Blue Eyes do The Who, conheço várias pessoas que gostam dessa música, mas duvido que saibam quem a compos.
O que falta é o estímulo necessário por parte dos pais e professores, que consomem cada vez mais os mesmos produtos que os adolescentes, vejo isso dentro da minha casa, quando minha mãe ouve Beyonce e me reprime quando ouço Janis Joplin porque, segundo ela, preciso viver de acordo com o meu tempo.
Mas por mais que alguns amigos me condenem, e até mesmo meus pais me reprimam, continuarei ouvindo The Beatles.
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on Jul 6th, 2009 at 9:28 pm
Olá Grijó. Estou com vc viu. Muito melhor ser dinossauro do que se submeter e esse rock’n roll medíocre. Mas sabe de uma coisa. As bandas boas do passado, por mais q o tempo passe, nunca morrem. Sempre haverá pessoas q as descobrirão, incluindo muito desses adolescentes q hj ouvem Fresno e outras coisas do tipo. Eu ouvia muita porcaria quando começei a gostar de rock, mas hoje em dia essas bandas estão mortas pra mim. Mas as coisas boas q conheci estarão vivas sempre.
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on Jul 8th, 2009 at 11:36 am
Realemente nos questionava sobre música…
e outras coisas tbem…( era até divertido, apesar da minha turma não ser muito interessada em troca de conhecimento)
Bem… dessas bandas só conheço a Strike pq embala a abertura de uma novelinha da globo. E só uma música…
( Mesmo que não possam ser consideradas ” as bandas”! estão fazendo sucesso entre a geração atual..Isso daria um ótimo questionamento:
O que elas trazem de novo?
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on Jul 8th, 2009 at 2:09 pm
Realmente hoje em dia ta difícil achar coisa boa no mercado, mais não impossivel, compartilho da ideia do rafael logo acima você está pegando os piores exemplos(mesmo sendo fato de que eles são os mais populares), acho que acabou vendo somente as mais comerciais que infelizmente são as mais conhecidas pela minha triste geração. Tente Moxuara é um grupo capixaba que toca um MPB com um requinte regionalista capixaba muito legal, sem preconceitos os caras são bons.
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grijo Reply:
July 8th, 2009 at 2:58 pm
PVgs, não fui eu quem pegou os “piores exemplos”. Foi o festival que escolheu as bandas, baseando-se, claro, na demanda adolescente. Quanto ao Moxuara, vc tem razão. Tem qualidade.
Abraço.
[Reply]
on Jul 8th, 2009 at 8:11 pm
Oi Grijó, eu fui ao show e antes não tivesse ido. Na boa, vc tem toda a razão em esculachar esses modismos em sala de aula. Triste foi ver uns tiozões, que deveriam estar curtindo outras paradas, dando em cima das meninas de 16 anos. Que pena!
Mas vc tem razão, sim. Vou voltar pros Beatles, bjão.
[Reply]
Marcelo Burmann Reply:
July 8th, 2009 at 8:14 pm
Olá Grijó, sou um aluno seu e tenho que admitir que quando passei assitir às suas aulas* elas me açularam muito–- apesar, de muitas vezes, ter medo das suas perguntas.
Mas falando sobre a postagem…Eu costumo encarar as bandas que vão tocar no festival da coca-cola de maneira, talvez seja até um equívoco, muito preconceituosa. Me parece que é um trabalho muito fútil. Talvez seja porque é um tempo em que as pessoas só querem consumir, o que causa um desvalor à obra, pois de música passa a ser um hit.
Quanto ao museu, vou um pouco mais além–-mesmo que me distanciando dos estilos. Vale destacar os músicos que ultrapassaram os séculos como Pachelbel, Bach, Vivaldi, Mozart, Beethoven e mais uma galera. Contudo, eu me considero um museu também.
Abraços, grande mestre!
[Reply]
grijo Reply:
July 8th, 2009 at 8:52 pm
Essa rapaziada que vc citou, Marcelo, ultrapassou os limites. São os melhores, os essenciais.
Estamos todos velhos, então.
Abraço, camarada.
[Reply]
on Jul 8th, 2009 at 8:15 pm
Olha, vou te falar.
Nunca vi tamanho preconceito com essas bandas novas. Estás velho, amigo. Deverias te inteirar mais nas coisas novas, porque the Rolling Stones já dobraram o cabo da Boa Esperança…hehe.
[Reply]
grijo Reply:
July 8th, 2009 at 8:51 pm
“Dobrar o cabo da Boa Esperança”?
Eu é que sou o velhote da história, né?
Então tá, Frederico.
[Reply]
on Jul 8th, 2009 at 8:49 pm
Mas, por que suas músicas continuam acesas?
[Reply]
grijo Reply:
July 8th, 2009 at 8:56 pm
Qualidade, não?
[Reply]
Pvgs Reply:
July 9th, 2009 at 7:14 pm
Muita qualidade.
[Reply]
on Jul 8th, 2009 at 8:57 pm
rsrsrsrsrsrs
[Reply]
on Jul 9th, 2009 at 9:18 pm
Olá Grijó, aproveitando o espaço aberto por você para uma boa discussão sobre música gostaria de salientar que não esqueci de assistir o clipe do the whoo - My gerenation onde o baixista, segundo você, faz uma brilhante performance. Eu, como contra-baixista, admiro, mas não posso deixar de apresentar os baixistas que julgo serem, os melhores que já ouvi e assisti tocar. Um deles chama Stuart Hamm, baixista consagrado no cenário mundial com varias parcerias como: Steve Vai, Frank Gambale e Joe Satriani. E o outro chama-se Victor Wooten considerado o melhor de sua geração,inovando a maneira de tocar contra-baixo com as mais diversas técnicas. Espero que você, Grijó, assista os vídeos que vou deixar aqui e também de a sua opinião sobre eles.
Um abraço…. Amanha tem aula… =D
Victor Wooten:
http://www.youtube.com/watch?v=CR6t47pV8Qc
Stuart Hamm:
http://www.youtube.com/watch?v=fDzi_QSIou0
[Reply]
on Jul 10th, 2009 at 12:02 am
Opa, João. Valeu, camarada. Vou checar.
[Reply]
on Sep 11th, 2009 at 2:29 pm
bem, finalmente visito seu blog grijó!
realmente muito bom…
to visitando principalmente a area em que me interesso mais - musica - e apreciei muito suas postagens e seus comentarios!
vendo esta postagem em particular……sinto-me aliviado em pensar ki nao me encontro só na “era jurassica” kkkkkkk
aproveitando o espaço ainda gostaria de sugerir que voce adicionasse a lista de baixistas billy sherran - mr big
e caso nao conheça…indico a banda rainbow ( com ronnie james dio nos vocais - album rising , long live rocknroll e ritch blackmores rainbow)
espero ki goste
parabens e grande abraço!
[Reply]
on Oct 24th, 2009 at 2:58 pm
Olá Professor!
Não pude me conter em comentar aqui sobre algo que me diz respeito, ainda que tardiamente. Meu filho é da unica banda capixaba que se apresentou nesse evento. E confesso que sou suspeito para julgar se são bons ou não. Por isso mesmo, convido o Sr. a ouvi-los no http://www.myspace.com/rockdriveoficial. Como excelente professor que é, arguto e bom ouvinte que sabe reconhecer o verso bem escrito, a mensagem bem transmitida; tenho certeza que irá em parte, reconhecer que não se pode julgar as coisas só porque tudo parece fadado a lixo cultural. Irá reconhecer que desses alunos que se vão pela vida, muitos aprender a escrever, e bem! E algumas vezes tem muita sensibilidade no que escrevem. Ouça professor! Realmente, muita gente foi lá só pra pular…Só que às vezes, surgem pessoas que querem passar uma mensagem, fazer coisas boas. Mas…basta não ser nascido antigamente; basta ser capixaba; que o sonho de quem faz Rock nos dias de hoje deve acabar. Ouça, professor! Ouça, o que essa juventude ainda é capaz de fazer.
Aquele abraço!!
[Reply]
grijo Reply:
October 24th, 2009 at 7:55 pm
Vou checar, Sérgio.
Com prazer.
Abraço.
[Reply]