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Parabéns, Antonio!

E em homenagem aos 63 anos completos (hoje) de Toquinho, eis aí o melhor de seus discos (para este blogueiro, claro). Toquinho Tocando é uma obra-prima instrumental de 32 anos, feita para a Phillips, e carregada de grandes temas: desde os clássicos Regra Três, Tarde em Itapuã e O Bem-amado até a deliciosa Suíte Argentina e a nada pungente Choro Chorado para Paulinho Nogueira. Mas, quer saber? Todo o disco é bom e, para aqueles que apreciam o som das cordas do violão, este é um dos melhores exemplos do que Toquinho era capaz de fazer.

Numa de minhas postagens anteriores, um leitor perguntou-me por que não disponibilizo links para baixar os discos que comento. Deixei claro que, salvo uma exceção , prefiro não recomendar links de partilha etc. Questão de segurança e de convicção: não hospedo ilegalidade. Mas tenham certeza de que é possível encontrar essa gravação, marcada por sidemen de primeira: Dino 7 Cordas (violão), Abel Ferreira (clarinete), Paulo Moura (sax), Marçal (percussão), Azeitona (baixo), Mutinho (bateria) e outras feras. Vale ouvir, sempre. A propósito: não conheço a versão para cedê; somente o bolachão.

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21 Comments on “Parabéns, Antonio!”

  1. #1 Francisco Campos
    on Jul 6th, 2009 at 8:38 pm

    Olá, Grijó. Eu conheço este disco e nunca vi em DVD, mas acho que ele é inferior ao Toquinho Cantando, que possui a obra prima Pequeno perfil de um cidadão comum, dele e do Belchior. A propósito, Belchior está fazendo falta em seu blog…rrsrs
    Abração.

    [Reply]

  2. #2 Carolina
    on Jul 6th, 2009 at 8:43 pm

    Grijó,
    É ilegalidade postar discos fora de catálogo???
    Esse aí é um discão. Formidável mesmo.
    Recomendo também.

    [Reply]

    grijo Reply:

    Carolina, enquanto ainda houver polêmica acerca do assunto, prefiro pensar que a partilha é ilegal. Mas é verdade. Por exemplo, o Loronix, grande blog de hospedagem, trabalha apenas com discos fora de catálogo. Ou pelo menos ele afirma isso.

    Abraço.

    [Reply]

  3. #3 grijo
    on Jul 6th, 2009 at 8:45 pm

    Prezado Francisco, eu já ouvi - embora não possua - esse disco a que se referiu e, apesar de haver um monte de músicas da dupla Toquinho/Belchior, acho um disco irregular, mas está longe de ser ruim, claro. O problema é que não gosto muito de ouvir Toquinho cantando, a não ser em parcerias com Vinícius e com Maria Creuza, e aquele discaço com Paulinho da Viola, hem??

    Abraço.

    [Reply]

  4. #4 gabriel campos
    on Jul 6th, 2009 at 9:09 pm

    Grijó,
    sei que não tem nada a ver - e sem querer ser o chato que quer opiniões sobre tudo, do cocô de cachorro à bomba atômica - mas, não me aguento de curiosidade: o que você achou do fim da necessidade de diploma para os jornalistas (e que pode se desdobrar para outras áreas)? E, principalmente, como seus alunos, candidatos da área, reagiram?

    Abraço

    [Reply]

    grijo Reply:

    Complicado, Gabriel. Na verdade li sobre o assunto há algum tempo e ponderei sobre algumas opiniões, principalmente aquelas que alegam que a exigência do diploma servia ao regime militar, já que limitava o exercício do jornalismo por indivíduos mais combativos. E assim por diante. Eu, de minha parte, acho que o diploma é necessário, sim, afinal é a comprovação acadêmica de uma opção. É a justiça a serviço da subjetividade – ou seja: o indivíduo escolhe, passa do vestibular, direciona seu estudo durante 4 anos e, depois, vai exercer seu ofício com garantias constitucionais. O que não implica, sob hipótese alguma, que um sujeito não saiba escrever sem ter feito o curso de jornalismo. Agora, me diga: indo por esse caminho, por que uma parteira não usufrui do status de obstetra? Ou um prático, de um dentista? É uma discussão.

    [Reply]

    grijo Reply:

    E meus alunos, pelo menos aqueles com quem conversei, reagiram mal. Mas isso é óbvio, não? Vamos ver no que dá.
    Abraço, amigo.

    [Reply]

    gabriel campos Reply:

    Grijó,
    como você disse, é complicado. Muitos dos maiores jornalistas do país não têm diploma, apenas uma espécie de registro cedido a quem -quando da regulamentação da profissão- já tinha 25 anos de atividade. Ou seja, assim como acontece na publicidade, a maioria dos maiores nomes da profissão nunca prestou um vestibular para comunicação social. Só que estão por aí, dirigindo redações lotadas de diplomados, e oficializando uma certa incoerência. Ah! Detalhe: não se exige diploma para trabalhar em revista.
    Mas, para mim o principal ponto dessa discussão é que ela já nasceu praticamente obsoleta, por causa da internet. Aqui está você, formado em letras, escrevendo sobre cultura. Da mesma forma que poderia estar bancando o repórter por aí -e conseguindo grande audiência- sem que precisasse de nada além de acesso a um computador. A grande rede democratizou a escrita. E a tendência é que isso fique cada vez “pior”. O meio jornal sofre a maior crise da sua história. Fatalmente vai ter que se reinventar. Acho que o fim da obrigatoriedade do diploma é parte desse processo.
    Para os seus alunos, acho que a internet serve de consolo. Antes, ou o cara escrevia num jornal ou revista, ou não escrevia em lugar nenhum. Felizmente, assim como o diploma, isso faz parte do passado.
    P.S: Em relação às profissões da área de saúde já é bem mais difícil, né? Até porque as consequências de um erro são bem mais graves.

    Abraço

    [Reply]

    grijo Reply:

    Pode até ser, Charlles, que essa questão do diploma de jornalista tenha conexão com essa “reinvenção” do veículo “jornal impresso”, mas não se traz isso à baila. A discussão tornou-se política, deixando de lado o pragmatismo da questão. Quero ver aonde isso vai dar. Tenho buscado na web (e fora dela) opiniões diversas e não vi a discussão avançando muito para terrenos que não fossem o político.

    Quanto a essa questão de “erro”, é interessante notar a condescendência por parte da sociedade em relação a erros de professores, sejam eles no nível básico, sejam eles em níveis universitários. É como se apenas erros médicos fossem passíveis de penalidade. Dia desses percebi o quanto se ensina a Gramática de forma sofrível. Claro que as exceções existem, mas, via de regra, no ensino fundamental, cometem-se gravíssimos desvios de informação. E quem pune isso? Fossem erros médicos, odontológicos ou ligados a engenharia, as conseqüências seriam muito mais amplificadas.
    Abraço.

  5. #5 Maria Lorena
    on Jul 6th, 2009 at 10:09 pm

    Olá, Grijo

    Tenho “Turbilhão” de Toquinho e Vinícius, mas este que você citou, não conheço. Pena que só tem bolacha.

    kisses

    [Reply]

    grijo Reply:

    É um belo disco, Maria Lorena.
    E quanto àquela pergunta, vc não esperou que entrasse no ar seu comentário.
    Abraços.

    [Reply]

  6. #6 Cacá Libardi
    on Jul 7th, 2009 at 12:27 am

    Não sei se é o melhor disco de Toquinho, mas é um bom exeplo mesmo de como a versatilidade musical dele (samba, valsa, choro, samba-canção) não tem muitos limites. Mas vc não citou turbilhão, que é, em termos rítmicos, a mais bem estruturada. Bem, é questão de gosto, né? Gostei de seu blog, cheguei aqui porque o Everaldo (dumas) deu um toque. voltarei.
    Até.

    [Reply]

    grijo Reply:

    Gosto demais de “Turbilhão”, Cacá. Quanto a ser mais bem estruturada, não sou capaz de afirmar. Não entendo como se pode ter essa dimensão. Claro que falo diante de minhas limitações.
    Abraço.

    [Reply]

  7. #7 Erick
    on Jul 7th, 2009 at 1:54 am

    Caro Grijó, este disco é um belo exemplo das peripécias as quais Toquinho é capaz de realizar em seu instrumento! É uma verdadeira relíquia. É meu álbum favorito do “Toco” e com certeza devido as belíssimas versões já citadas: “Regra Três”, “O Bem-Amado” (fantástica versão) , “Choro Chorado para Paulinho Nogueira” (que como bem disse o poetinha: fez Paulinho Nogueira feliz como um menino); além é claro de outra que me agrada em destaque: “Caro Raul”. Enfim todo o álbum é uma beleza!

    [Reply]

  8. #8 Gustavo Eno
    on Jul 7th, 2009 at 9:15 am

    Opa, cresci ouvindo Aquarela. Devo muito a Toquinho, então. Parabéns!!!

    [Reply]

  9. #9 Tálib
    on Jul 7th, 2009 at 6:51 pm

    Toquinho e seu professor Paulinho Nogueira são exemplos do que o violão brasileiro tem de melhor - e em nível mundial. Acho que poucos países tem violonistas tão bons como o Brasil.
    Desde Baden Powell até Odair e Sergio Assad, temos violonistas para todos os gostos.
    Toquinho é especial por ser, além de excelente instrumentista, uma figura carismática e com uma voz adequada para suas músicas. Sabe direitinho até onde pode ir, sem extravangâncias e sem cair na monotonia.
    É uma espécie de “Nara Leão de calças”.
    Para o disco ficar perfeito, só faltou “Escravo da Alegria” fazer parte do mesmo.
    Ah, sim, já ia me esquecendo de Paulinho Nogueira…basta citar as duas Bachianinhas. Só por isto, seu nome já merece ficar gravado na memória brasileira.

    [Reply]

  10. #10 Ellen Dolores
    on Jul 7th, 2009 at 10:12 pm

    Bem, Toquinho está ótimo no disco com Paulinho da Viola. E só. Sempre o achei um chato, mas talvez nesse disco (ele não canta, né?) ele esteja bem. Vou constatar.
    Bjus

    [Reply]

    grijo Reply:

    Ok, Ellen. Dê uma checada e depois me fale.
    Bjo.

    [Reply]

  11. #11 Thiago Gregório
    on Jul 8th, 2009 at 1:29 am

    Adoro esse disco, muito bom mesmo. A versão cantada de Choro chorado para Paulinho Nogueira é linda, mas essa instrumental ficou ainda melhor. Toquinho é um instrumentista fantástico, tem um violão limpíssimo, raramente você ouve ele tracejando.
    Abraço.

    [Reply]

  12. #12 Róberlin Carvalho
    on Jul 14th, 2009 at 1:53 pm

    Olá Grijó,
    Desde já, quero dizer que sou fã do Toquinho e da tão esquecida bossa nova, por isso não pude passar pelo seu blog sem comentar sobre essas relíquias da música brasileira.
    O “Toquinho Tocando” é sem dúvidas um disco muito bom, que, inclusive, tenho no meu PC(espero que a polícia ñ descubra rsrs). Mas ainda prefiro o DVD Musicalmente Dallo Studio 3, gravado na Itália, eu acho.
    Neste DVD, Toquinho - junto a Vinícius, Tom e Miúcha - cantam sucessos como Água de Beber, Samba pra Vinícius, dentres outros. Se você quiser poderá encontrar os vídeos no youtube.
    No mais, gostaria de lhe convidar a visitar meu blog.
    Abraço.

    http://conexao-rio.blogspot.com

    [Reply]

    grijo Reply:

    Gosto muito desse devedê, Róberlin. Comprei-o numa banca de jornais, por bagatela. Ver Vinícius tomando uísque, sentado, enquanto Tom dá o tom não tem preço.

    Vou checar seu blog, camarada.
    Abraço.

    [Reply]

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