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22 anos sem John Francis

Há 22 anos morria Jaco Pastorius - um dos grandes, apesar da pouca idade. Há quem o coloque no patamar de Charlie Mingus, Paul Chambers e Ron Carter. Há quem afirme que ele, Jaco, supera-os, imortalizado que está como o mais influente e técnico contrabaixista de todos os tempos, seja no instrumento acústico ou no elétrico. Não sei dizer. O que sei, de fato, é que comparações são desnecessárias porque, mais importante que confrontar talentos, eficaz e prazeroso é ouvi-los. Diz aí, Jaco!

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20 Comments on “22 anos sem John Francis”

  1. #1 Caio F.
    on Sep 21st, 2009 at 10:40 pm

    Nossa, isso sim é manusear o contrabaixo. O perfeccionismo com a sonoridade, o solo em harmônicas. Impressionante!

    [Reply]

  2. #2 Vinicius
    on Sep 22nd, 2009 at 12:32 am

    Procure no youtube videos de um tal de Victor Wooten, muito bom tambem.

    Valeu.

    [Reply]

    grijo Reply:

    Bom, muito bom.
    Já vi alguns.

    Abraço.

    [Reply]

  3. #3 John Lester
    on Sep 22nd, 2009 at 6:06 am

    Sempre imaginei esse mancebo tocando contrabaixo acústico. Acho que não faria feio não.

    Grande abraço, JL.

    [Reply]

    grijo Reply:

    Não conheço gravações dele com o baixão, e nem sei se existem. Se vc não conhece, JL, quem há de conhecer?

    Abraço.

    [Reply]

    olney Reply:

    Eu tb não conheço nada dele com o baixo acústico.

    [Reply]

  4. #4 Junior
    on Sep 22nd, 2009 at 9:31 am

    Se algum dia Deus me conceder um pedido, quero poder ter tempo de ouvir tudo o que há de bom na música!
    E se ele não achar um abuso, estendo o mesmo para os livros.

    [Reply]

  5. #5 charlles campos
    on Sep 22nd, 2009 at 9:51 am

    Por que grandes figuras do jazz tem de ter uma vida tão maluca e uma morte tão trágica?

    Um dos meus discos preferidos dos rebentos do Miles (esse simples arregimentador de talentos!) é o Weather Report, Heavy weather, no qual o Patorius mostra a que veio.

    [Reply]

    grijo Reply:

    Respeito o Weather, mas não vou muito além de Miles no fusion, Charlles. E o Jaco, claro, é mesmo dos grandes.

    [Reply]

  6. #6 Érico Cordeiro
    on Sep 22nd, 2009 at 12:34 pm

    O jazz e suas tragédias. O sujeito era fenomenal mesmo, muito técnico e inventivo - também adoraria conhecer gravações de Mr. P com o baixo acústico, mas confesso a minha ignorância.
    Abraços, Mr. Grijó!

    [Reply]

    grijo Reply:

    Nem sei se ele gravou, Érico. Foi o que eu disse ao JL: se ele não conhece, como hei de conhecer? Mas vou procurar.
    Abraço, amigo.

    [Reply]

  7. #7 George
    on Sep 22nd, 2009 at 7:00 pm

    Grijó, diga-me quais são os grandes discos dele, para eu começar a escutá-los…
    Abraços

    [Reply]

    grijo Reply:

    George, meu velho, gosto muito do “Jazz At The Opera House”, com uma rapaziada de peso: Tony Williams, Herbie Hancock, Charlie Haden, Wynton Marsalis, Wayne Shorter e Bobby Hutcherson.

    Há um outro, excelente, “Jaco Pastorius - Twins I & II”, com pelo menos dois craques: Toots Thielemans e Jon Faddis. Discaços.

    Abraço, camarada.

    [Reply]

  8. #8 Everaldo Dumas
    on Sep 23rd, 2009 at 12:17 pm

    Já imaginou se John Entwistle se dedicasse ao jazz, ao fusion? Que doideira…
    abs

    [Reply]

    grijo Reply:

    Everaldo, já ouvi perguntas como essas e também já as fiz pra mim. É a típica hipótese que eu gostaria de ver resolvida. Já conjeturei como Keith Moon (só para citar outro componente do The Who) se sairia diante de um tema como “Take Five”, tão bem realizado por um Joe Morello ou por um Alan Dawson.

    John entwistle, para mim, é o maior baixista do rock. Sei que muita gente discorda (inclusive gente que entende mais do assunto do que eu). Embora ele conhecesse magnificamente bem o instrumento, não se se ele satisfaria ouvidos mais exigentes no jazz. Mas é apenas hipótese.
    Abraço.

    [Reply]

    charlles campos Reply:

    Que hipótese maluca, Grijó, Keith Moon solando no Take Five. Moon era avesso a solos, tanto que nunca executou um, embora tudo que ele fez foram solos (tu entendeu). Não gosto desta limitação comparativa entre músicos do jazz e rock; Entwistle foi sim um baixista monumental, e tem tanta sofisticação em “Live at Leeds” quanto em qualquer álbum do pastorius. Interessante que este preconceito e redicionismo é alienígena entre os grandes músicos (tirando o ortodoxo Marsalis), por isto ouvimos Pastorius interpretando Blackbird e Joni mitchel letrando a música de mingus.

    A propósito, lamentável que Hendrix tenha decidido bater as botas uma semana antes da jam marcada entre ele e o Miles Davis. Que discão perdemos!

    [Reply]

    grijo Reply:

    A hipótese não é somente maluca - mas aburda não porque Moon esteja morto, mas porque, levando em conta o histórico do baterista do The Who, e sua rejeição ao jazz - ele falava mal dos bateras, mas respeitava Buddy Rich -, acho que seria interessantíssimo se a coisa se concretizasse.
    Enfim, apenas exercícios hipotéticos.

    Quanto ao disco do Miles com Hendrix, o irmão do guitarrista, Leon, que dava pitacos demais nas finanças de Jimi, não gostava de Miles e afirmou que essa gravação era um blefe. O tal encontro marcado no Carnegie Hall, segundo ele, nunca foi programado, mas era divulgado pelo staff de Miles. Estranho isso. De qualquer forma, um disco dos dois - com o Buddy Miles na bateria - seria, no mínimo, curioso. Ou espetacular.

    grijo Reply:

    Dê uma checada nisto, Charlles:

    http://www.b12partners.net/wp/2009/08/20/miles-davis-and-jimi-hendrix/

    Abraço

  9. #9 Eduardo
    on Sep 23rd, 2009 at 5:50 pm

    Sinistro o cara.
    Mas ainda gosto mais de John Patitucci…

    [Reply]

    grijo Reply:

    Também é bom, também é bom, mas são estilos diferentes.
    Eu fico com Jaco.

    [Reply]

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