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Por que não te ouvem, Samuca?

No que se refere ao relacionamento entre mim e o país em que nasci – no caso, o Brasil -, mantenho-me discípulo de Samuel Johnson, que afirmava ser “o patriotismo o último refúgio dos canalhas”. Não conheci patriota que não esperasse ser pago por isso, além de ter certeza de que a qualquer momento tal indivíduo estaria pronto a oprimir o outro, em nome de seu nacionalismo. Samuel Johnson – esse aí, da ilustração -, a meu ver, era um sábio. Ou foi, nessa máxima.

Assistia eu a um noticiário televisivo quando, no intervalo – aquele brevíssimo espaço de 90 segundos em que as empresas patrocinadoras gastam milhões para me convencer de que seus produtos valem a pena -, uma marca de cerveja ultrapassou os limites. Num espetáculo patético, tentou vender a idéia de que o brasileiro é capaz de enfrentar as atrocidades do destino e da vida tendo como símbolo a seleção brasileira de futebol. Um brasileiro vestia uma armadura e preparava-se para a batalha, certo de que venceria a contenda. Uma metáfora superficial que desperta em criaturas superficiais o sentimento de potência. Uma tristeza. Uma idéia cuja mediocridade deveria proporcionar vergonha – e não orgulho.

Veio-me então à memória – e consegui encontrá-la na web, após dois dias de busca frenética – a tirinha de Laerte:

Eu não sou patriota. Eduquei meus descendentes a não serem. Relacionei-me com mulheres que desprezavam o patriotismo, assim como expresso meu desagrado quando vejo um indivíduo bater o punho fechado contra o tórax e afirmar que ama a pátria sem saber por que o faz. Sempre pergunto aos patriotas o que os leva a tal condição, e devo confessar que nunca ouvi uma resposta racional e bem formulada que satisfizesse minha curiosidade. Já ouvi de tudo: até que o Brasil é um país privilegiado por não ser abalado por terremotos, como o que aconteceu ao Haiti. E, claro, a resposta mais freqüente é: “porque sim”.

2010 é ano de futebol: a Copa do Mundo movimenta o país, instiga o brasileiro a sentir-se potente, e, até onde posso perceber, é o único momento – aqueles vinte e poucos dias – em que um sentimento alheio ao brasileiro – a arrogância – vem à tona. O brasileiro é humilde, sente-se inferiorizado, anda pelos cantos, choroso e melancólico, um tanto humilhado, exceto em Copas do Mundo, quando se torna referência. Estufa, então, o peito, grita aos ventos, debocha dos oponentes, desrespeita adversários. Sua arrogância é bissexta. É triste, sim.

E, para finalizar: gosto do futebol argentino, mas, em junho, vou ouvir o clamor de meus ascendentes: vou torcer pelo pentacampeonato italiano. Minhas chances são grandes.

26 Comentários on “Por que não te ouvem, Samuca?”

  1. #1 miltonribeiro
    on Jan 17th, 2010 at 7:00 pm

    Assino embaixo e por todos os lados. Torço pelo mais simpático. Às vezes, até pelo Brasil.

    Reply

  2. #2 Vitor
    on Jan 17th, 2010 at 8:04 pm

    Olá, Grijó,

    Estava eu assistindo a um programa televisivo de futebol de um canal por assinatura (SporTV). E na bancada estava um comentarista
    do qual não me recordo e o escritor Ferreira Gular. O assunto? Futebol brasileiro, literatura, política e fanfarras. Ferreira Gular quando indagado se tinha antipatia, quero dizer: torcendo contra a seleção brasileira na Copa de 70 em virtude das atrocidades acometidas pelo regime militar, o próprio regime militar e o escambau, me deparo com a resposta peremptória: uma ova, ao contrário de amigos meus que se diziam avessos à Copa e à seleção, eu estava é torcendo pelo Brasil, aqueles palhaços(militares) se vão com o tempo.
    Concordo que é uma enorme canalhice o nacionalismo exacerbado e míope, mas concordo também que o nacionalismo crítico e construtor é muito maior que qualquer canalhice, pois erige sociedades e nações. Acredito que há um profundo fosso entre o nacionalismo e o chauvinismo.

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    grijo Reply:

    Qualquer nacionalismo, Vitor, seja ele crítico ou míope, serve a um objetivo, que é oprimir. Claro que essa opressão pode ser camuflada em “cooperação para o bem-estar”, mas sempre desconfio daqueles que urram seu amor pelo país.

    Abraço.

    Reply

  3. #3 Salsa
    on Jan 17th, 2010 at 11:11 pm

    Nacionalismo e chauvinismo….hmmm… acrescente aí: eufemismo!

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  4. #4 Marcelo Coelho
    on Jan 17th, 2010 at 11:35 pm

    perdi a estribeira qdo assisti ao comercial ontem pela tv…
    me fez lembrar dos turistas pseudo-nacionalista brasucas q desfilam pela europa ou eua com a camisa da selecao ou do time favorito.. pra que?? pra dizer que sao do brasil??!!! e dai??? que diferenca vai fazer??? e os brasucas que conheci qdo moravam nos eua que assinavam 900 canais de tv por $15 dolares mensais e + $30 dolares pra ter a rede globo internacional.. adivinhe qual canal eles assistiam? imagina um brasuca viajando pela franca ou italia reclamando de que estah morrendo de saudade de coxinha com guarana… pois eh… tb nunca entendi. mas devo dizer que tb ja passei pela experiencia de assistir a um jogo da copa do mundo com 99,8% da torcida contra o brasil.. nesse caso, eu vesti a camisa!

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    grijo Reply:

    Morar no exterior e assistir à Globo?
    Isso já não é nacionalismo. É o que meu pai chamava de “arigó” – ou seja, roceiro, matuto.

    Reply

  5. #5 Ulisses Adirt
    on Jan 18th, 2010 at 12:29 am

    rs… E vc ainda ficou a procurar a tirinha por dois dias! Qdo rascunho meus textos, anoto o endereço de todas as referências que pretendo utilizar, por isso eu já estava com essa tirinha no armário para a ocasião. :-)

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  6. #6 Marcelo Burmann
    on Jan 18th, 2010 at 2:46 am

    Olá, Grijó,
    eu lendo a postagem, que, aliás, está muito bacana- gostei muito da frase “Sua arrogância é bissexta-, e me veio a seguinte idéia: o nacionalismo ainda tem os seus pontos positivos, os poucos.
    Partindo do que o Vitor disse, “nacionalismo crítico e construtor é muito maior que qualquer canalhice”, dá-se pra ter uma reflexão interessante. No caso brasileiro, o nacional bissexto, parece-me que este sente falta de uma identidade, uma característica, e bate no peito demonstrando o maior ufanismo, quando mal sabe o significado do próprio hino- arrogância=ignorância.
    Mas levando em conta o nacional crítico e construtor, temos o caso da Alemanha pós Primeira Guerra Mundial, arrasada e humilhada. Em menos de vinte anos ela ascendeu-se como potência, enfrentando outras. Sim, havia as demagogias de Hitler, incitando o sentimento nacional. Mas e a Alemanha Pós Guerra Fria, hoje potência novamente?

    O nacionalismo é uma desgraça à raça humana, mas ainda tem o seu ponto positivo à nação, quando o cidadão o é de fato- e não diz ser!

    No mais um grande abraço, mestre.

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    grijo Reply:

    Aí é que está, Marcelo. Não conheci nacionalista que não propagasse isso.

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  7. #7 charlles campos
    on Jan 18th, 2010 at 10:21 am

    Grijó, meu velho! Até que no futebol o Brasil tem minha simpatia; ao menos aí o brasileiro padrão que sofre pelo bom desempenho dos milionários do esporte poderia ter sua compensação por ser em outros campos tão abaixo do argentino. Meu sonho é escapar do Brasil. Lamentei muito não ter ganho os tais setenta milhões da mega sena, que teriam facilitado minha libertação. Quem sabe jogando na próxima, tenho mais chance!

    Abraço.

    Reply

    grijo Reply:

    Charlles, meu caro, você me fez lembrar uma discussão que presenciei entre dois brasileiros e um argentino numa mesa de bar, há uns dez anos. O argentino falava em literatura, música, cinema, prêmio Nobel e respeito que o europeu tinha por ele, enquanto o brasileiro repetia, insistentemente, o nome de Pelé, porque só ali, naquele quesito, somos imbatíveis.
    Hilário, porém melancólico.

    Quanto a sair do país, abandoná-lo, vc não é o único. O que falta é oportunidade. Mas ela virá.

    Abraço.

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  8. #8 érico cordeiro
    on Jan 18th, 2010 at 1:14 pm

    Ô Seu Mr. Grijó,
    Que coisa, sair do Brasil com essa “ódia”! Parece coisa do Mainardi (toc, toc, toc – batidas na madeira)!!!
    Lembre da célebre frase do Tom, o nosso maestro soberano, falando sobre a diferença entre o Brasil e os istêitis: “Aqui é bom mas é uma merda. Lá é uma merda, mas é tão bom!”
    Pois é, um tiquinho de nacionalismo escapista não faz mal a ninguém – imagina se nos primórdios da raça humana os caras tivessem aberto mão do sentimento de identidade tribal (e o nacionalismo não é nada mais que uma potencialização desse sentimento) e resolvessem confraternizar com outras tribos: ou ficavam o caminho, devorados por algum tigre-dente-de-sabre ou iam prá panela da outra tribo!
    Como já dizia aquela velha canção, “você, que tem idéias tão modernas, é o mesmo homem que vivia nas cavernas”. Eu ainda tenho um pouco medo de tigre e de virar sopa :)
    E viva a Argentina e a Itália (virei fã do Montalbano, não tenho conseguido parar de ler – é o máximo!!!), mas na Copa vai dar o bom e velho escrete canarinho – pode secar à vontade, viu :)
    Abração!!!!!

    Reply

    grijo Reply:

    Meu migo Érico, “sair do Brasil” não é exatamente porque o Brasil não presta, mas porque gosto mais de outros lugares. Acho até que existem coisas neste país que não são superadas por outros. As mulheres daqui, por exemplo.

    E nem falo da literatura argentina. A italiana, então…
    Abraço, amigo.

    Reply

  9. #9 pituco
    on Jan 18th, 2010 at 3:16 pm

    sr.grijó,

    providencial tua postagem…pelo menos pra mim, que por hora procurava uma saída pra meus impasses musicais e projetos congêneres…ainda não está muito bem formulada, mas já tenho um ponto de partida…a música pode ter elementos regionais, mas precisa ser universal…uma linguagem que atinja todas as raças, credos e culturas…inclusive, nacionalistas.

    há uma canção do milton nascimento que aborda ironicamente esse o anti-futebol nacionalista…brasil está vazio na tarde de domingo…olha o sambão, aqui é o país do futebol!!!!

    mas, é muito bacana se cantar e tocar suas referências…aquela canção que fala de tua cidade…um bairrismo ingênuo…cheiro de café com bolo-de-fubá, embora eu não seja afeito a esse paladar…enfim, cantar sampa, hino dos paulistanos, e que foi composta por um baiano…rsrsrs

    agora,
    torcer pro seu time de futebol é como religião…a minha é verde que te quero campeão…e concordo quanto às brasileiras, embora não exista mulher feia e sim mal-amadas…

    abraçsonoros e pacíficos
    ps.o melhor lugar do mundo é aqui e agora…rs

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    grijo Reply:

    Pituco, essa coisa de torcer para um time de futebol, em minha opinião, é justa conseqüência desse estado de potência em que o torcedor se encontra. Imagine se haveria tanta paixão se o futebol brasileiro não fosse uma referência mundial? Se não houvesse pentacampeonato, se Pelé não tivesse nascido por essas bandas e assim por diante?

    Bem, essa conjectura dá margem a outras postagens.
    E gosto um bocado do Palmeiras. Lembro-me da “Academia”, com Dudu e o lorde Ademir da Guia no meio campo. Timaço.

    E concordo contigo. Já pensou se Beethoven, Charlie Parker, Bach e Villa-Lobos fizessem música para ser ouvida apenas por seus conterrâneos?

    Abraço, camarada.

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  10. #10 Tálib
    on Jan 18th, 2010 at 10:44 pm

    Grijó,
    Discordo de vc em alguns pontos. Nem todo patriota é um imbecil que acha que por estas bandas só existe futebol. Acho que o futebol até prejudica um pouco a questão do amor à Pátria pelo fato de as pessoas só se recordarem que o país existe de 4 em 4 anos.
    Só um apêndice: eu torço para a Argentina, mas por motivos completamente diferentes, que prefiro não entrar nesta celeuma neste tópico.
    Voltando ao assunto, acho que o país precisa sim, de amor. Afinal de contas é preciso uma boa dose de masoquismo para continuar num lugar que não se gosta. Já te disse em outro tópico e volto a afirmar que você – ainda que inconscientemente – é um patriota.
    O modo como vc escreve é de quem tem uma certa revolta de ver o país como está e outros – tal qual nossos vizinhos portenhos – anos-luz à nossa frente em questões como cultura em geral.
    Eu gosto daqui. Vou te ser sincero, acho que me adaptaria muito mal em outros lugares. O calor do povo brasileiro é quase que sem par em todo o mundo. Mas também tem outras coisas que precisam melhorar, e muito. O famoso “jeitinho” (leia-se picaretagem e levar vantagem em tudo, não importa através de que meios) é um dos exemplos. O péssimo hábito de se vender por qualquer trocado é outro (vide as votações , onde cada asno vota em quem deu mais dinheiro ou benefícios).
    O meu patriotismo é, de certo modo, revoltado. Mas, diga-me, como não se orgulhar de termos um reprersentante brasileiro como Portinari, como Villa-Lobos, como Machado e tantos outros?? É preciso uma boa dosagem de loucura ou de despeito para não termos orgulho de sermos brasileiros como eles foram.
    Agora, esse papo de que aqui é uma maravilha porque não tem terremoto nem furacão….faça-me o favor!
    Sempre achei isso o supra-sumo da burrice e da idiotice. Justificativa de quem se conforma com pouco e não tem nem vontade de tentar mudar um mínimo. Acomodados, de maneira geral.
    Prefiro mil vezes New Orleans com o Katrina que Salvador com Ivete Sangalo, Chiclete com Banana e cia. Aliás…seria uma favor se o Katrina tivesse mudado de rumo…

    Reply

  11. #11 grijo
    on Jan 19th, 2010 at 1:36 am

    Amigo Tálib, o patriota é, por princípio, um indivíduo dividido entre a cegueira (que lhe convém) e os interesses em geral opressores. É só observar historicamente as conseqüências dele.

    Eu não gosto do Brasil. Gosto das pessoas que estão nele: minha família, meus amigos e, claro, eu mesmo. Se pudesse levar todos os que amo para um lugar mais justo e decente, eu já estaria lá. Mas resigno-me: aqui vivo, trabalho e tenho até um certo destaque na minha profissão. Talvez isso bastasse – mas não.

    Eu, um patriota inconsciente? Não, Tálib, minha revolta não reside na impossibilidade de mudar o país, mas de não poder fugir daqui.

    De qualquer forma, valeu.
    Abraço.

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    Tálib Reply:

    Está respondido então! Depois dessa, vou falar o que??? Ahahahahahahahaha
    Um forte abraço, meu amigo!

    Reply

  12. #12 Nespoli
    on Jan 19th, 2010 at 10:48 am

    Concordo com quase tudo em seu texto. O patriotismo, enquanto exagero, “doença” e alienação, deve ser combatido pois a cegueira do “amor à pátria” pode causar estragos. Discordo apenas no finalzinho pois o futebol italiano realmente não me agrada, seja pela conhecida retranca (o craque do time, Pirlo, é um segundo volante) seja pelos atacantes truncadores. A hora agora é torcer pelo bom futebol, infelizmente não sei aonde ele está escondido. Parabéns pelo blog.

    Reply

    grijo Reply:

    Néspoli, valeu a visita.
    Mas afirmei que torcerei pela Itália apenas para vê-la pentacampeã – como o Brasil. Pura implicância mesmo.
    Abraço.

    Reply

  13. #13 Matyah
    on Jan 19th, 2010 at 5:00 pm

    Olá Grijó,
    bacana o post. Assim como vc, também desprezo o patriotismo (e o futebol também). No entanto, sabendo de você como amante do futebol e como torcedor, nao sei como pode nao compreender o “patriotismo”. O homem tem a necessidade de pertencimento, e essa necessidade é satisfeita tanto ao participar de uma família, por exemplo, até as escolhas simbólicas que fazemos, como torcer por algum time, vestir uma marca específica, ou o sentimento patriótico que toma as pessoas ao ver a seleção de seu país ganhar a copa do mundo. Claro que objetivamente não se ganha nada com esse “patriotismo”, mas é suficiente pra satisfazer, ao menos momentaneamente, a carência simbólica de pertencimento da população. Por isso, esse comercial ao qual vc citou, não tem nada de patético. Ao contrário, é genial. Talvez pra alguns como vc, eu e muitos outros ela realmente soe um tanto forçada e esteriotipada, mas será q para a maioria dos brasileiros ela não funcione?

    Reply

    grijo Reply:

    Mas claro, Matyah, que é uma visão subjetiva, assim como minha crítica é pessoalíssima.
    E tenho certeza de que, se os brasileiros dessem bola para o que eu falo, eles discordariam.

    Abraço.

    Reply

  14. #14 analucia
    on Apr 21st, 2010 at 12:16 am

    samuca saiba qu sou sua fá que Dus possa sempre te iluminar hoje e sempre que os teus sonhos se torne realindades diante de Deus saiba que etarei sempre orando por você palavras são poucas mais Deus sabe o que eu quero dizer jesus te ama e eu tambem beijos e abraço da sua linda fá de carterinha ana
    o teu sorriso alegra nosso corações nunca deixe de sorrir pois ele nostras alegria foça e coragem pra vivir
    viva pois avida e bela divina

    Reply

    grijo Reply:

    Analucia, vc tem certeza de que esse seu comentário é adequado à postagem?

    Reply

  15. #15 Lucas
    on Jul 1st, 2010 at 4:37 am

    Olá Grijó, tenho frequentado o seu Blog por um tempo agora e futucando essas postanges anteriores me deparei com esse post que me chamou muito a atenção. Devo dizer que não entendi ao certo os motivos do seu repúdio pelo Brasil, não estou defendendo o patriotismo e nem querendo abrir uma discussão sobre o assunto, porém quais são ao certo esses motivos que te impedem de ter uma simpatia pelo Brasil?

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    grijo Reply:

    Na verdade, como vc pôde perceber pela postagem, Lucas, não repudio o Brasil, mas o patriotismo. Sou contra isso, contra essa postura opressora que é esse “amor à pátria”.
    Contra o Brasil, nada. Nem a favor.

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