Interrompendo a programação: Jerome David Salinger, ou simplesmente J.D. Salinger, morreu aos 91 anos. Escrevi sobre sua biografia que, à época, não havia lido. Continuo sem lê-la. Sua pequena - e ao mesmo tempo vasta - obra fala por si com tanta franqueza que fica difícil crer nela como ficção. Se foi realmente a Greta Garbo da literatura, como foi chamado, não importa. Sua reclusão serviu-lhe: alimentou o mito sobre si. Que descanse em qualquer lugar para qual se dirija.









on Jan 29th, 2010 at 12:35 am
Grande Grijó! Como vai?
Eu ouvi uma pessoa dizer há algum tempo: “Do Salinger você só leu Catcher in the Rye? Não faz mal, não precisa ler mais nada dele”.
Não sei até que ponto isso foi cruel, sarcástico ou verdadeiro, mas o fato é que eu realmente só li “O Apanhador…” ( faz tempo, muito tempo mesmo) e depois disso não procurei mais trabalhos do recluso autor.
Bem, que o nosso “mitológico” J.D.Salinger “descanse em paz”…em campos de centeio? ;)
Um abraço, camarada!
PS: minha culpa, verdade: a Sunshine é uma e-magazine e pode ser “baixada” (rs) no link http://www.revistasunshine.com.br . Desculpe, Grijó, eu é que realmente não deixei isso claro. Mas obrigado pela visita e pelo interesse! Valeu!
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grijo Reply:
January 29th, 2010 at 12:48 am
Groo, meu caro, tenho uma amiga que lê e relê D. Quixote. Como uma alucinada, termina a leitura e recomeça-a, como se fosse algo essencial a seu funcionamento. Uma vez me falou que era o único livro que realmente importava. Num dos contos de “Licantropo”, meu último volume de histórias curtas, escrevi um texto intitulado “Calomelano”, que é a história do encontro de um homem com seu sósia que, diga-se, é leitor voraz de um livro só. Sim, biografei minha amiga.
Mas escrevi tudo isso para afirmar que existem livros que passam a resumir todos os outros. Depende de quem os lê e de que forma eles são lidos. Há quem considere “O Apanhador…” o livro definitivo. Depois de tê-lo lido, para que ler outros? Não penso assim, mas há quem insista nessa idéia.
Grande abraço.
Vou checar a revista.
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on Jan 29th, 2010 at 1:34 am
É uma verdade, meu caro. Alguns livros nos arrebatam e se tornam o epicentro de todos os terremotos que surgirão em nossas vidas. Eu tenho alguns em minha cabeceira, que já são minha mínima biblioteca. Os outros serão repassados para terceiros.
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on Jan 30th, 2010 at 12:15 pm
Viste isto?
http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/ult10082u686462.shtm
é a destruição do mito, né?
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grijo Reply:
January 30th, 2010 at 4:34 pm
Estou para ver um escritor que não seja egoísta.
Mas, enfim, o mito persistirá. Por isso é mito.
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on Jan 31st, 2010 at 12:53 am
sr.grijó,
por isso são mitos…e tornam-se clássicos, não é isso?
missão cumprida e comprida…descanse em paz, mr.salinger.
abraçsons
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on Feb 9th, 2010 at 6:52 pm
Dele só li Nine Stories, não sei se tu o conheces. Genial!
Já ouviste falar em John Fante?
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grijo Reply:
February 9th, 2010 at 8:35 pm
Claro, Bia. Gosto de alguns livros de Fante. Até postei sobre Bandini:
http://ipsislitteris.opsblog.org/2008/04/11/bandini-eu/
Quanto a “Nine Stories”, um dos melhores contos norte-americanos que li está lá: “Tio Wiggly em Connecticut”. Magistral.
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on Feb 10th, 2010 at 8:38 pm
meu livro favorito é The Catcher in the Rye.
É majestoso!
Louback
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