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Fala, Mindlin!

Como um professor pode fazer a literatura se transformar em paixão para um aluno jovem?

Mindlin - Bom, a primeira coisa que se precisa ver é se o professor gosta de ler. Um professor que não goste de leitura, dificilmente vai transmitir o gosto pela leitura para os alunos, é um esforço conjunto, o professor tem que falar dos livros que ele se interessa por ler e falar para os alunos. Assim fica um interesse comum de ler, e tive alguns bons profesores que também pensavam que o papel do professor é interessar o aluno pela leitura.

O assunto é recorrente. Já escrevi sobre isso, mas, mais do que escrever, é sempre bom ouvir quem entende do assunto ainda mais. José Mindlin morreu ontem, último dia de fevereiro. Que fique em paz.

O trecho acima foi publicado no site Último Segundo, numa entrevista concedida, ano passado, a Danielle Ferreira. AQUI, a íntegra.

9 Comentários on “Fala, Mindlin!”

  1. #1 Mário
    on Mar 1st, 2010 at 4:07 pm

    Agora, tomara que façamos bom proveito de todas as suas raridades(livros) deixadas para nós

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  2. #2 Vampiro Lestat
    on Mar 1st, 2010 at 4:15 pm

    Opa!
    Zé Mindlin foi um bibliófilo respeitado porque tinha amo mesmo aos livros e à literatura em geral, mas nõ só ela, também a História, a Filosofia, a Antropologia etc. Tudo que podia ser traduzido em livro interessava a ele. Não se limitou aos preceitos reducionistas dos judeus, que ele era, e amou todo tipo de livro.
    A biblioteca dele foi cedida para a Usp, mas foi uma burocracia danada até o leitor/estudante comum ter acesso a ela…coisas do Brasil! Ele descansará em paz, sim!!!

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  3. #3 Moralina 10 mg
    on Mar 1st, 2010 at 7:09 pm

    Um dos grandes brasileiros que se tem notícia. Dá banho em Zé Bonifácio, Tiradentes, Visconde de Mauá, Marechal Rondon e Joaquim Nabuco. Devia ter um feriado nacional pra ele, que tal 28 de fevereiro?

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  4. #4 Cássius Alexandre Cipriano
    on Mar 1st, 2010 at 8:40 pm

    Que bom Grijó que você achou válida a minha sugestão, apesar de que provavelmente outros já haviam sugerido e você já tinha pensado em falar sobre ele. Por menor que seja, a lembrança que fazemos das pessoas realmente importantes vale a pena.

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    grijo Reply:

    Cheguei a pensar em algo, Cassius, mas sua sugestão foi a gota d’água. Valeu.
    Abraço.

    Reply

  5. #5 Luiz Claudio
    on Mar 2nd, 2010 at 6:30 pm

    Ele foi amigo fiel do meu avô, que também tinha amor pelos livros. Conversavam muito sobre Graciliano Ramos, que ambos conheceram e visitavam na prisão, em Recife. Um grande brasileiro!

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    grijo Reply:

    José Mindlin viveu e aproveitou a vida que o “amor aos livros” proporciona. Conheceu os criadores, ajudou muitos deles, protegeu outros tantos. Foi amigo íntimo daqueles que conheço apenas por leituras. Eis uma das muitas vantagens de se viver muito, e cercado de livros.

    Reply

  6. #6 pituco
    on Mar 3rd, 2010 at 6:56 am

    sr.grijó,

    postagem necessária…muito obrigado ao sr.josé mindlin por toda sua contribuição à nossa sociedade…e que descanse em paz.

    lembro-me, que nos idos oitentistas, a metal leve foi a única empresa que, apesar de não aprovar a apresentação de um projeto musical, foi a única que demosntrou atenção e dignou-se a nos responder.

    e que encadernações bacanudas na foto…eu mesmo tinha vários livros nesse formato, por ser rato de sebo, bem como por receber de herança uma biblioteca particular.

    foi uma maratona literária…a casa da família precisava ser entregue com urgÊncia, e havia pouco tempo pra uma seleção mais criteriosa dos livros…as edições mais técnicas (medicina e psicologia), doei para universidades afins (com bastante recusa apesar da rariedade dos livros)…outros, seguiram para os sebos de amigos…separei o que pude pra mim (queria ficar com tudo, mas minha casa não acomodaria tantos tomos….e os de menor conteúdo seguiram pro instituto do cego, em sampa, onde dependendo do interesse, seriam registrados em áudio (inclusive o ator antonio fagundes era voluntário por lá, como locutor) e depois reciclados em outros livros com alfabeto braille…

    emocionei-me ao ler a entrevista no link indicado…obrigadão

    amplexossonoros desse lado do planeta

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    grijo Reply:

    Pituco, meu caro, vc disse tudo: emocionei-me também. Essa relação com os livros é algo raro e necessário. Já doei muita coisa também, mas confesso que tive dificuldades em fazê-lo.

    Eu é que agradeço por suas intervenções desse lado do planeta.
    Abraço, camarada.

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