
Sérgio Buarque de Holanda, morto em 24/04/1982
Hoje, a simples obediência como princípio de disciplina parece uma fórmula caduca e impraticável e daí, sobretudo, a instabilidade constante de nossa vida social. Desaparecida a possibilidade desse freio, é em vão que temos procurado importar dos sistemas de outros povos modernos, ou criar por conta própria, um sucedâneo adequado, capaz de superar os efeitos de nosso natural inquieto e desordenado. A experiência e a tradição ensinam que toda cultura só absorve, assimila e elabora em geral os traços de outras culturas, quando estes encontram uma possibilidade de ajuste aos seus quadros de vida. Neste particular cumpre lembrar o que se deu com as culturas européias transportadas ao Novo Mundo. Nem o contato e a mistura com raças indígenas ou adventícias fizeram-nos tão diferentes dos nossos avós de além-mar como às vezes gostaríamos de sê-lo. No caso brasileiro, a verdade, por menos sedutora que possa parecer a alguns dos nossos patriotas, é que ainda nos associa à península Ibérica, a Portugal especialmente, uma tradição longa e viva, bastante viva para nutrir, até hoje, uma alma comum, a despeito de tudo quanto nos separa. Podemos dizer que de lá nos veio a forma atual de nossa cultura; o resto foi matéria que se sujeitou mal ou bem a essa forma.”





on Apr 25th, 2012 at 9:39 am
O maior de todos os nossos historiadores. Aqui, na USP, é venerado como um deus, como uma entidade sacrossanta.
e ele dizia que era só o “pai do Chico”, rsrsrsrs
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Grijó Reply:
April 25th, 2012 at 5:45 pm
Modéstia e ironia, juntas.
Assim foi SBH.
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on Apr 25th, 2012 at 9:51 pm
Falando em família Buarque – para não desvirtuar totalmente o tema -, um dia desses li “Benjamin” do Chico. Confesso que me decepcionei, não vi (ou li) nada de mais na literatura dele.
Em uma conversa com um amigo do curso de letras da UFES, ele me disse que a sua obra-prima é “Leite Derramado”. Irei conferir…
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Grijó Reply:
April 25th, 2012 at 10:59 pm
Não sei se o Chico escritor tem obra-prima, apesar de “Ópera do Malandro” e “Gota D’água” serem excelentes. Na prosa, acho que ele se perde um pouco. Não gosto muito, embora tenha gostado de algumas passagens de “Leite Derramado”. “Estorvo” é de doer.
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on Apr 26th, 2012 at 12:06 pm
O dia de sua morte, ou de seu nascimento, deveria ser feriado nacional. Pessoas como ele, Darcy Ribeiro, Celso Furtado, Mário de Andrade, Gilberto Freyre e Mário da silva Brito deveriam ser canonizadas como intelectuais importantes que foram. Uma pena que o Brasil não pense assim. Dão mais importância a um Jô soares, por exemplo. Que mágoa e que lástima!!
B.
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A.B. Reply:
April 26th, 2012 at 8:25 pm
Ou a Tiradentes, cujo o feriado eu tento entender até hoje.
Quanto ao Jô Soares, é a fama, minha querida Bernadete. Vendeu o seu livro na tv, todos foram consumir. Certo ele, usou o programa dele pra promover o livro. Seria bacana se ele abrisse esse espaço para mais autores.
Quem sabe um dia não veremos Francisco Grijó divulgando o seu livro no programa do egocêntrico Jô Soares.
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Grijó Reply:
April 27th, 2012 at 1:03 am
Acho que não cabemos – eu e Jô – na mesma tela, Arthur.
Mas o egocêntrico humorista-entrevistador tem seu valor.
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on Apr 27th, 2012 at 2:44 pm
A ironia dele, a de ser apenas o pai do Chico, se confirma. Para muita gente, é “apenas” mesmo.
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