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No canto direito #17: The Six Wives of Henry VIII

Rick Wakeman nasceu no dia 18 de maio, há 63 anos. Ainda é cedo para tornar-se o que é, há muito: uma lenda do rock progressivo, e um de seus mentores. Tenho bons amigos, apreciadores do gênero, que não curtem sua música, e que creem ser a parafernália eletrônica usada em seus shows pura perfumaria. Nada mais injusto. Sempre foi necessário um tremendo talento para organizar-se diante daquela louca mistura de sintetizadores Minimoog, harpsichord, órgãos elétricos, teclados mellotrons. Dar unidade a isso, fazê-los funcionar com lirismo, beleza e precisão é coisa para poucos. Só Rick Wakeman foi capaz disso.

Rick e seu melhor disco – apenas uma opinião! -, As Seis Esposas de Henrique VIII, de 1973, são os escolhidos para estrelar o canto direito deste blogue. Como se sabe, escolho alguns vídeos e os mantenho durante algum tempo lá embaixo, no canto direito do visor. É só checar. O primeiro vídeo, uma gravação de 2005, é Catherine Parr. O segundo, num show alemão de 1993, traz sua interpretação para a mais famosa esposa do rei: Anne Boleyn. A terceira gravação, feita em Buenos Aires em 2001, revela Catherine Howard, a mais amorosa de todas as companheiras de Henry VIII.

E se você for ouvir o disco original (a capa, abaixo), e de preferência em vinil – como veio, originalmente, ao mundo -, dê uma atenção especial à bateria de Alan White e ao baixo de Chris Squire.

15 Comentários on “No canto direito #17: The Six Wives of Henry VIII”

  1. #1 João Marcos T. Theodoro
    on May 17th, 2012 at 7:46 pm

    Você não ouve Dream Theater? Não que eu ouça, e não ouço. Um músico amigo meu me disse, se não me engano, que é a melhor banda de metal progressivo.

    Reply

    Grijó Reply:

    Eu nem sabia que existia “metal progressivo”.
    Se é “metal”, não me interessa muito. Rock progressivo, sim.

    Reply

    João Marcos T. Theodoro Reply:

    O que acha disto? http://www.youtube.com/watch?v=Isx5zwGMXKw

    Reply

    Grijó Reply:

    Não me agrada. Acho chato, pretensioso.

  2. #2 Carol Medunic
    on May 17th, 2012 at 9:32 pm

    Grijó, estou lendo teu livro Licantropo, e num conto, o Pannonica, a garota pergunta ao “velho” se ele ouve Titãs, e ele diz que só ouve os pianistas de jazz. Parace vc falando mal das “coisas novas”. Será que só o antigo vale?

    Ah, tô adorando ler vc.

    Reply

    Grijó Reply:

    Obrigado pela parte que me toca, Carol. Obrigado por “me” ler. Metonímias à parte, fico muito agradecido.

    Quanto ao “antigo”, só um tolo para achar que não se faz, atualmente, coisa de qualidade. Claro que se faz, mas será que algo se compara, independentemente do gênero, a Beethoven, Mozart, Coltrane, Monk, Bach, Hendrix, Led Zeppelin, Chico Buarque, Pixinguinha, Cartola, Haydn?
    (Eu poderia encher parágrafos com gente boa, e da velha guarda)
    Quase todos mortos. Cuide-se, Francisco!

    Abraços.

    Reply

    Maria Reply:

    … nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não, vc diz que depois deles não apareceu mais ninguém. Vc pode até dizer que eu tô por fora ou então que eu tô inventando, mas é você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem….
    ( Como nossos pais – Belchior( que vcx ama tanto)).

    rs…
    Maria

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    Grijó Reply:

    O novo vem, mas quase sempre sem a qualidade dos antigos.

  3. #3 Bianca Setti
    on May 18th, 2012 at 12:21 pm

    Grande som!
    O rock progressivo tem disso, sons que nunca acabam. São uns virtuoses.

    Reply

  4. #4 kevin Solinsk
    on May 18th, 2012 at 1:50 pm

    Gosto de Rei Arthur e dos Gospels.
    Rick tem dessas coisas, pega um tema e compõe várias músicas sobre ele.
    As 6 esposas são ótimas também. Gostei dos vídeos.

    Reply

  5. #5 Leandro Reis
    on May 18th, 2012 at 10:14 pm

    Confesso que minhas preferências acerca do progressivo se limitam a Pink Floyd, mas o Rick Wakeman e o Yes já estão na lista dos discos que ainda vou ouvir.

    Sabia que o Wakeman tocou no Salesiano em 1981, Grijó? Se não me engano, foi na turnê do álbum “1984″, inspirado no clássico do Orwell.

    Reply

    Grijó Reply:

    Claro. Não fui ao show por conta de problemas familiares, mas guardo o ingresso até hoje. Houve problemas na organização do evento e muita gente começou a sair do ginásio quando ele fez um intervalo. Uma lástima.

    Reply

  6. #6 David Michel
    on May 18th, 2012 at 10:45 pm

    Gostei do “Por Onde anda”. Nem podia imaginar que Mr. Wakeman tivesse andado por nossas bandas.

    Reply

    Grijó Reply:

    Esteve aqui, mesmo que por literal acidente de percurso.

    Reply

  7. #7 Francisco campos
    on May 19th, 2012 at 9:16 am

    Rick forever!

    Reply

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