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Quando a MPB valia #7

Quarteto Novo, circa 1966

37 Comentários on “Quando a MPB valia #7”

  1. #1 Clever Oliveira
    on Jun 27th, 2012 at 8:17 pm

    O que que vale na MPB?
    Não voto em ninguém com menos de 30 anos.
    Aliás, só o Marcos Valle, rsrsrs

    Reply

    Grijó Reply:

    E o Paulo Sérgio? Valle também.

    Reply

  2. #2 Bento
    on Jun 27th, 2012 at 8:46 pm

    Hermeto, Airto, Heraldo do Monte e Théo de Barros, só gente fina, fina flor musical.
    Ê, quarteto!
    Caramba, seu Grijó, vc cava fundo hein!

    Reply

    Grijó Reply:

    Vou tomar isso como elogio, amigo Bento.

    Reply

  3. #3 Zé Henrique
    on Jun 27th, 2012 at 8:49 pm

    Sempre valerá a pena.
    Agora, hoje em dia tem que garimpar. A mídia esconde.

    Reply

    Grijó Reply:

    A mídia não esconde. Demonizá-la é fácil, Zé. Simplesmente não há demanda. O interesse passa pelo populacho, que nivela por baixo, e que, hoje, manda e desmanda na produção musical.
    Cultuam as Mallus Magalhães da vida, os Alexandres Pires e Seus Jorges.
    Por isso a emepebê, hoje, vale pouco.

    Reply

    Zé Henrique Reply:

    A mídia esconde sim.
    Momento Tostines:
    O povo gosta de populacho porque só isso lhe é servido ou só é servido o que o povo gosta?
    Criolo, Céu, Lucas Santtana, Nação Zumbi…
    O Grijó que ir contra a lei da vida.
    Como diria Raul:
    Quando acabar o maluco sou eu.

    Reply

    Grijó Reply:

    Rapaz, se a mídia escondesse esse povo, seria ponto para ela.

    Fernando Kovac Reply:

    Lucas Santanna é um bom violonista. Não passa disso.

    Estes outros, Céu, Criolo etcétera fazem música para juventude pouco exigente. Quem cai na lábia papo-furado de Criolo, gente?

    É hora de voltar a ouvir Lupicínio, Cartola, Noel Rosa, Ataulfo, e Chico, Caetano, Gilberto Gil…
    Se manter na adolescência é cômodo…

  4. #4 Maria Lorena
    on Jun 27th, 2012 at 9:22 pm

    Faltou o Vandré aí !
    A MPB ainda vale, na minha opinião.

    ML

    Reply

  5. #5 Zé Henrique
    on Jun 28th, 2012 at 7:03 pm

    Fernando, ouço tudo isso com imenso prazer.
    Agora, não distorça as coisas.
    Cômodo é se manter no passado.

    Reply

    Grijó Reply:

    Já pensou dizer isso aos apreciadores de Beethoven, Mozart, Coltrane, Monk, Bill Evans?
    Todos gênios do passado.
    Tenho de gostar dos atuais, Zé? Tenho que ser tolerante com eles porque são contemporâneos?
    Ok, então.

    Reply

  6. #6 Zé Henrique
    on Jun 28th, 2012 at 11:20 pm

    Agora quem interpretou mal o texto foi vc, professor.
    Quando disse “ouço tudo isso com imenso prazer” incluí os artistas de antigamente.
    E quando digo, e repito, que “cômodo é se manter no passado” expresso a importância dos contemporâneos.
    Se manter atento/interessado aos artistas que surgem é sinônimo de vitalidade.
    Agora sou eu que pergunto:
    Imagina se todo mundo por mágica – má, tipo uma do Mister M – pensasse igual ao Fernando e ao Grijó?
    A história da música, barsileira e mundial, chegaria ao fim.

    Reply

    Grijó Reply:

    Interesso-me quando reconheço qualidade, Zé.
    Quando não, procuro ignorar. Nem chego a falar mal.

    Há bons contemporâneos. Ouço com prazer, por exemplo, Marcelo Coelho.
    Mas prefiro, como o argentino Borges, as coisas antigas. Deixo as novas para a garotada.
    Palavras do velho – que era cego, mas não surdo.

    Reply

  7. #7 Zé Henrique
    on Jun 29th, 2012 at 1:33 am

    Falando em Borges…
    Em toda minha vida só ouvi duas pessoas dizerem que não gostavam de música.
    Uma foi o João Cabral e a outra o Diogo Mainardi.
    Moral da história:
    Nem querendo a gente só anda bem acompanhado.
    Sendo assim, é melhor andar pra frente, amigo Grijó!
    Sem deixar de olhar para trás, claro.
    Sério, é importante acrescentar contemporâneos aos gostos culturais. Senão dá a impressão que o mundo parou. O que obviamente é uma mentira.
    Até certo ponto lhe entendo, mas acho uma burrada.

    PS: Vc tá me saindo um belo caranguejo. Se ao menos gostasse de Chico Science. :-)

    Reply

  8. #8 Cesar
    on Jun 29th, 2012 at 10:55 am

    Caranguejo anda pra trás? Pensei que andasse de lado.

    Pois é, seu Grijó.
    Eu também prefiro os compositores atuais, já que não quero ficar fora do papo. Divertir-se, eis a questão. É o que dá pra fazer ouvindo Seu Jorge, Chico Sciense, Lenine. Eu, recifense que sou, gosto de dar uns pulos. Ouvindo Chico & Caetano (que são muito melhores que qq coisa de agora), não dá pra pular e dançar.
    É o que a meninada quer. Então vamos dar a eles isto.

    Reply

  9. #9 Zé Henrique
    on Jun 29th, 2012 at 4:25 pm

    Andam para o lado e quando em um balde puxam o que está subindo pra baixo.
    Ou seja, a idéia de atraso não está mal posta.
    Cesar é recifense, como eu, e vem com esse separatismo idiota de música para pular e música para pensar?
    Ora, não conheces os conterrâneos do Mundo Livre S/A?
    Pelo jeito vc não é chegado em uma cerveja antes do almoço, como diria Chico Science.

    Reply

  10. #10 Cesar
    on Jun 30th, 2012 at 8:38 am

    Tenho 39 anos, amigo, nascido e criado em Candeias. Conheço o Mundo, conheço a moçada da Coqueiro Verde.
    Mas te digo, já não tenho mais disposição para música adolescente. Aproveite enquanto vc é menino.

    Reply

    Zé Henrique Reply:

    Ohh, rapaz, com 39 já virou um velhinho?
    Lamento de verdade.
    Acho importantíssimo manter “o menino” sempre vivo. Ele denota curiosidade, vitalidade.
    Espero contar com o meu até os cem.
    Ahh, o Mundo Livre lançou um disco o ano passado supimpa e nada adolescente. Aliás, coisa que a banda nunca foi.
    Acho até que vc e o ancião mór, Grijó, iam gostar.

    PS: Cuidado com o Alzheimer. :-)

    Reply

    Grijó Reply:

    Gostei do epíteto “ancião-mor” (sem acento, naturalmente).

    Lembrei-me de Nelson Rodrigues, que se dirigia à garotada, que ouvia, lia e consumia bobagens: “Jovens, envelheçam!”

    p.s. Vou comprar Lego para vc, Zé.
    Abraço.

    Reply

    Zé Henrique Reply:

    Velhos, remocem tb serve, né?
    Na verdade velhos e moços, os bobocas evidentemente, têm em comum a soberba.
    Prefiro outra frase clássica, a do Sócrates.
    Só sei…

    PS: Putz, jurava que mór tinha acento. Já escrito assim…

    Zé Henrique Reply:

    Abaixo, leia-se:
    Já vi escrito assim…

    Grijó Reply:

    Vc citando Sócrates, homem de 2.600 anos?
    Pensei que citaria alguém mais novo…

  11. #11 Remo
    on Jun 30th, 2012 at 1:43 pm

    “…João Gilberto condenou a falta de simplicidade e até de brasilidade de muitos de nossos representantes nos Estados Unidos, dizendo que é melhor mandar músicas como as de um Jackson do Pandeiro do que “o negócio desses meninos de hoje, que só serve para chatear o público”. Quando fala da nossa música atual, João Gilberto demonstra uma certa melancolia, uma certa tristeza pelo que está vendo.”

    (Jornal do Brasil, caderno B, 24/04/1966 p.8)

    Prestaram atenção? 1966!!!

    Reply

    Grijó Reply:

    Referia-se, claro, à Jovem Guarda, movimento que ele desprezava.
    Quanta atemporalidade nessas palavras, não?

    Reply

    Remo Reply:

    Não só da jovem guarda, ilustre professor.

    Segue a entrevista:

    “…Acha o baiano que músicas como “Arrastão” são “bobagem, demagogia”".

    Coitado do poetinha…

    Reply

    Grijó Reply:

    Teria feito mais sentido se ele tivesse se referido aos pequenos vácuos intelectuais de Wanderley Cardoso, Márcio Greyck, Erasmo etc.
    Colocou Edu Lobo e Vinícius no balaio? Quer maior simplicidade – ao menos textual – de “Arrastão”?

    Coisas de João Gilberto…

  12. #12 Zé Henrique
    on Jul 1st, 2012 at 2:08 am

    Tá sendo lançado aí uma biografia do João – aliás, hoje estava ouvindo o figura, e li que ele tinha lido e estava em dúvida se tinha ou não gostado. Estava pensando.
    Pensou, pensou e resolveu processar. Ou seja, não apreciou muito. Rsrsrrssrs

    Reply

    Grijó Reply:

    Veja você: sou amigo de um sobrinho de JG. Segundo ele, tudo, rigorosamente tudo, o que foi dito na biografia foi baseado em entrevistas com amigos, conhecidos, empresários, colegas de trabalho etc.
    E, depois – atente para isso! – foi cuidadosamente avaliado por pessoas intimamamente ligadas ao biografado.
    Se ele processar, é porque está gagá. Ou porque quer aparecer (mais?).

    Coisas de João Gilberto…

    Reply

    Remo Reply:

    nao eh biografia. apenas uma colecao de materias previamente publicadas. Algo que ja era publico.

    Reply

    Grijó Reply:

    Sairá uma biografia dele, sim, Remo.
    Autorizada.

    Reply

    Remo Reply:

    Acho que o Ze Henrique estava se referindo ao livro do Walter Garcia. Por sinal, plasticamente falando, um belo livro.

  13. #13 Zé Henrique
    on Jul 1st, 2012 at 7:59 pm

    Deve estar perto da senilidade, sim. Mas, ele pode ter desgostado do que os outros disseram , ora essa.
    Não gostou de alguma versão…
    Quanto a aparecer, isso o Baiano nunca quis, né?
    Pelo contrário até.

    Reply

    Grijó Reply:

    Não diga isso, Zé.
    Se há uma coisa que João Gilberto sempre quis – e quase sempre conseguiu – foi aparecer, destacar-se, tornar-se o centro dos olhares alheios.
    O que não chega a ser um problema, já que um artista é, por princípio, um vaidoso. A questão é que ele, segundo o sobrinho, assinou embaixo de tudo o que foi escrito. Tenho certeza de que vc sabe a diferença entre biografias “autorizadas” e seu contrário.

    Reply

  14. #14 Zé Henrique
    on Jul 2nd, 2012 at 1:24 am

    Ahh, mas depois de coroa acho que ele bodeou de querer aparecer.
    Sinto veracidade na sua paúra da imprensa, público…
    Quanto as biografias, claro que sei a diferença.
    As autorizadas puxam o saco do sujeito e as não autorizadas detonam.
    É mais ou menos isso.

    Reply

  15. #15 pituco
    on Jul 9th, 2012 at 2:30 pm

    sr.grijó,

    consta que hermeto foi excluído de alguns shows, patrocinados pela rhodia, áquela época, porque não possuá um visual adequado pro padrão dos eventos…inacreditável…e ele não se ofendeu e ficou de fora…quem conta é o airto moreira, que depois o levou pros estados unidos…incluiu nas gravinas do maestro jobim do disco tide…’tema jazz’…e o apresentou pra mr.miles davis…daí pra frente todo mundo sabe do ‘bruxo’…

    agora ‘o ovo’ é piramidal…ouço sempre…misturada é minha predileta…

    abrsonoros

    Reply

    Grijó Reply:

    Já tinha ouvido falar disso.
    Um primo meu tocou com ele, e inclusive participou desses famosíssimos shows da Rhodia, junto com Tenório Jr. e outras feras.

    “Ovo” é sensacional.
    Abraço, camarada.

    Reply

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