
Dylan Thomas, circa 1947
Em meu ofício ou arte taciturna
Exercido na noite silenciosa
Quando somente a lua se enfurece
E os amantes jazem no leito
Com todas as suas mágoas nos braços,
Trabalho junto à luz que canta
Não por glória ou por pão
Nem por pompa ou tráfico de encantos
Nos palcos de marfim
Mas pelo mínimo salário
De seu mais secreto coração.Escrevo estas páginas de espuma
Não para o homem orgulhoso
Que se afasta da lua enfurecida
Nem para os mortos de alta estirpe
Com seus salmos e rouxinóis,
Mas para os amantes, seus braços
Que enlaçam as dores dos séculos,
Que não me pagam nem me elogiam
E ignoram meu ofício ou minha arte.”(Em Meu Ofício ou Arte Taciturna)





on Oct 27th, 2012 at 1:55 pm
Pena que este seja o poema de frontispício do blog do Reinaldo Azevedo. Estragou o poema para sempre. :-(
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Grijó Reply:
October 27th, 2012 at 4:22 pm
Porra, Charlles, sério?
Nunca poderia imaginar aquele indivíduo lendo Dylan Thomas. E como nunca entrei no blogue dele, ignorava o fato.
Triste.
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on Oct 27th, 2012 at 7:05 pm
“Que não me pagam nem me elogiam
E ignoram meu ofício ou minha arte.”
Ou seja, ele escreve para ele. Poema excelente.
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Grijó Reply:
October 27th, 2012 at 8:00 pm
Todo grande poeta assim o faz, Toledo.
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on Oct 29th, 2012 at 9:40 am
Não conhecia este poeta.
Muito bom.
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