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	<title>Ipsis Litteris</title>
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	<description>Um blog d'O Pensador Selvagem com muito bla-bla-blá</description>
	<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 18:47:35 +0000</pubDate>
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		<title>Uma visita a W. B. Yeats (1865-1939)</title>
		<link>http://ipsislitteris.opsblog.org/2010/03/16/uma-visita-a-w-b-yeats-1865-1939/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 02:09:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>grijo</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A Irlanda é um país de proporções humildes: pouco mais de 70 mil quilômetros quadrados e quase 5 milhões de habitantes - o que é pouco, mas a concentração de grandes escritores/poetas nascidos na ilha é a maior da Europa. Duvida? Então vou citar apenas os mais famosos: Johnathan Swift, Samuel Beckett, Bram Stoker, Oscar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Irlanda é um país de proporções humildes: pouco mais de 70 mil quilômetros quadrados e quase 5 milhões de habitantes - o que é pouco, mas a concentração de grandes escritores/poetas nascidos na ilha é a maior da Europa. Duvida? Então vou citar apenas os mais famosos: Johnathan Swift, Samuel Beckett, Bram Stoker, Oscar Wilde, James Joyce, G. B. Shaw, Seamus Heaney e <strong>William Butler Yeats</strong>, que morreu num final de mês de janeiro há 70 anos. Ei-lo, à direita do visor:</p>
<p><img class="alignright" src="http://www3.timeoutny.com/newyork/upstaged/wp-content/uploads/2009/03/william_butler_yeats.jpg" alt="" width="252" height="333" /></p>
<p>A Cia. das Letras publicou, em 1994, um volume de seus poemas, selecionados e competentemente traduzidos por Paulo Vizioli, embora ele tenha escolhido poucos textos do mais interessante - daqueles que conheço, claro - livro de Yeats, <em>The Green Helmet and Other Poems</em>. Busquei na web poemas traduzidos desse grande criador, cuja voz não deveria ser corrompida pela preocupação com rimas e ritmos. Tradução de poemas é sempre algo perigoso, mas, em muitos casos, necessário. Encontrei alguns poucos bons exemplos <strong><a href="http://www.algumapoesia.com.br/poesia2/poesianet137.htm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://www.algumapoesia.com.br/poesia2/poesianet137.htm');">aqui</a></strong> e <strong><a href="http://elore.com/Portugues/Poesia/Yeats/tres.htm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://elore.com/Portugues/Poesia/Yeats/tres.htm');">aqui</a></strong>. E vários poemas escolhidos, em língua nativa, numa coletânea criteriosa, <strong><a href="http://www.csun.edu/~hceng029/yeats/collectedpoems.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://www.csun.edu/~hceng029/yeats/collectedpoems.html');">aqui</a></strong>.</p>
<p>Yeats foi um dramaturgo de voz contundente que, a exemplo de seus conterrâneos, em especial G. B. Shaw, voltou-se para a própria terra natal e observou-a de maneira crítica, mesmo sendo ele mesmo um adepto da espiritualidade e do ocultismo que, mais tarde, ele mesmo negaria - ou pelo menos seria vítima de uma dura autocrítica. Essa mesma voz lançou as bases para a poesia do século passado, seja ela em língua inglesa ou não, e, por incrível que possa parecer, contrariando a proposta modernista, Yeats mantém uma preocupação formal que, antes de prejudicar - porque há quem erroneamemente o chame neoparnasiano -, solidifica ainda mais seus textos.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://skoob.com.br/img/livros_new/2/33652/POEMAS_1246168813P.jpg" alt="" width="160" height="241" /></p>
<p>A edição bilíngüe da Cia das Letras, citada acima e ilustrada à esquerda, é um bom começo, para quem não conhece Yeats. Ter contato com sua sensibilidade e com seu senso estético é uma experiência estimulante para quem aprecia a leitura de poemas que vão além do que se mostra de imediato. Poucos poetas souberam lidar com a metáfora como Yeats, e é justamente essa capacidade de fazer do leitor seu cúmplice, permitindo-lhe desenvolver interpretações variadas, que faz dele um poeta eterno, como foram eternizados alguns de seus conterrâneos citados lá no ínício da postagem.</p>
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		<title>A aventura literária #2</title>
		<link>http://ipsislitteris.opsblog.org/2010/03/14/a-aventura-literaria-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 10:48:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>grijo</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
Vladimir Nabokov, 1959
&#8220;Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta. Pela manhã ela era Lô, não mais que Lô, com seu metro e quarenta e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="http://www.tdbimg.com/files/2009/11/17/img-mg---vladimir-nabokov-1_095902206909.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center"><strong>Vladimir Nabokov</strong>, 1959</p>
<p>&#8220;Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta. Pela manhã ela era Lô, não mais que Lô, com seu metro e quarenta e sete de altura e calçando uma única meia soquete. Era Lola ao vestir os jeans desbotados. Era Dolly na escola. Era Dolores sobre a linha pontilhada. Mas em meus braços sempre foi Lolita. Será que teve uma precursora? Sim, de fato teve. Na verdade, talvez jamais teria existido uma Lolita se, em certo verão, eu não houvesse amado uma menina primordial. Num principado à beira-mar. Quando foi isso? Cerca de tantos anos antes de Lolita haver nascido quantos eu tinha naquele verão. Ninguém melhor do que um assassino para exibir um estilo floreado. Senhoras e senhores membros do júri, o item número um da acusação é aquilo que invejavam os serafins - os desinformados e simplórios serafins de nobres asas. Vejam este emaranhado de espinhos.&#8221; (<strong>Lolita</strong>, 1955)</p>
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		<title>Sally Field &#38; a Morte</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 02:26:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>grijo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[anos 70]]></category>

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Podem me considerar pleistocênico, mas acompanho Sally Field desde quando ela voava vestida de freira, em A Noviça Voadora, série que vi ainda garoto, e que posso rever - sem a ingenuidade de 40 anos atrás, claro - porque é reprisada por um canal pago. Isso sem contar, naturalmente, o filmaço Norma Rae, de Martin [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://ipsislitteris.opsblog.org/files/2010/01/norma-rae.jpg" ></a></p>
<p>Podem me considerar pleistocênico, mas acompanho <strong>Sally Field </strong>desde quando ela voava vestida de freira, em <em>A Noviça Voadora</em>, série que vi ainda garoto, e que posso rever - sem a ingenuidade de 40 anos atrás, claro - porque é reprisada por um canal pago. Isso sem contar, naturalmente, o filmaço <em>Norma Rae</em>, de Martin Ritt, que inspirou uma série de discussões sobre a participação feminina no movimento sindical. <strong>Sally Field </strong>está, para mim, no nível de Meryl Streep, a badalada musa dramática da geração de quarentões e cinqüentões, da qual faço parte.</p>
<p>Pois bem: falei isso tudo para dizer que assisti, ontem, a <em>Duas Semanas</em>, filme estrelado por <strong>Sally Field</strong> e pela <strong>Morte</strong>. Sim, por duas personagens: ambas fictícias, para quem está atrás das câmeras, mas também tão verossímeis quanto você, que está lendo - ou eu, que escrevo. A morte, lenta e inevitável, vetorizada por um câncer intestinal, é o <em>leitmotiv</em> do filme que, em poucos momentos, proporciona ao espectador o tom melancólico que, claro, seria natural numa situação-limite. Sei que os inteligentes vão me excecrar, mas gostei mais de <em>Duas Semanas</em> do que de <em>As Invasões Bárbaras</em>, que possui mais ou menos a mesma premissa (daí a comparação).</p>
<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="http://www.blogcdn.com/www.cinematical.com/media/2007/03/2007_two_weeks_005-(3).jpg" alt="" /></p>
<p>Não é tão difícil interpretar um moribundo. A maquiagem ajuda um bocado e é preciso cuidar para que a respiração seja falha, além do fato de que se deve evitar rap, rock e axé como música de fundo. A partir daí, levando-se em conta, é óbvio, o talento do ator - ou da atriz -, tem-se um resultado satisfatório. Mas o que chama a atenção é o fato de que em boa parte do filme <strong>Sally Field</strong> não encarna a moribundez. Ao contrário: é saudável, falante e irônica como quase todos os personagens do filme, com exceção de um dos filhos, que é um bonifrate nas mãos da esposa mandona.</p>
<p>Lembrei-me, enquanto assistia, do musical de Bob Fosse <em>All That Jazz</em>, em que Jessica Lange interpreta a Morte, elegantemente vestida de branco, contrariando a imagem mitológica da Ceifadora. Criar uma figura que presentifique e encarne - no sentido literal do termo - a morte não é tão difícil também. Quero ver transformar uma <em>sensação</em> em personagem, e mantê-la ativa, contracenando com outros componentes da trama. A Morte com eme maiúsculo, que perpassa a película de forma ironicamente incômoda.</p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong><img class="alignright" src="http://image.allmusic.com/00/adg/cov200/drt800/t823/t82305rzaqc.jpg" alt="" width="200" height="284" /></strong></p>
<p><strong>Sally Field</strong> é uma senhora de 64 anos que mantém o sorriso de <em>Irmã Bertrille</em>, a jovem noviça que voava e que se instalou em minha memória. Nunca foi daquelas atrizes cujo <em>sex appeal</em> catapulta ao estrelato. É, de fato, uma atriz que, mesmo distante dos holofotes, ficará para sempre, e que brilhará em películas um tanto escondidas em locadoras. Sem problemas. Há outras atrizes na mesma condição e todas elas constituem, mesmo, um prazer para poucos.</p>
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		<title>Sem palavras (minhas)#11</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 02:11:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>grijo</dc:creator>
		
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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://ipsislitteris.opsblog.org/files/2010/02/writers-block.jpg" ><img class="size-full wp-image-5834 aligncenter" src="http://ipsislitteris.opsblog.org/files/2010/02/writers-block.jpg" alt="" width="328" height="533" /></a></p>
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		<title>Onde estão as mulheres #3</title>
		<link>http://ipsislitteris.opsblog.org/2010/03/08/onde-estao-as-mulheres-3/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 02:27:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>grijo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[cinema]]></category>

		<category><![CDATA[cinema europeu]]></category>

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		<description><![CDATA[

Bibi Andersson &#38; Liv Ullman, em Persona
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/foto/0,,11252536-EX,00.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center"><strong><img src="http://www.radiossina.info/radiossina2/wp-content/uploads/2009/11/persona-ingmar-bergman2.jpg" alt="" /></strong></p>
<p style="text-align: center"><strong>Bibi Andersson</strong> &amp; <strong>Liv Ullman</strong>, em <em>Persona</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>No canto direito #6: &#8216;Round Midnight</title>
		<link>http://ipsislitteris.opsblog.org/2010/03/06/no-canto-direito-6-round-midnight/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 20:07:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>grijo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[No canto direito]]></category>

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		<category><![CDATA[jazz]]></category>

		<category><![CDATA[música]]></category>

		<category><![CDATA[música popular]]></category>

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		<description><![CDATA[
Conversava eu com amigos quando ouvi, de um deles, que a melhor gravação de &#8216;Round Midnight, clássico de Thelonious Monk, é aquela extraordinariamente bem realizada pelo quinteto de Miles Davis, em 1957. Não é não. Mas por que sou taxativo? Considerando exceções raríssimas, quem pode executar melhor um tema do que seu criador? Embora eu seja fã [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://img12.nnm.ru/3/e/e/3/d/3ee3dcb64253c93105888201d97fe05d_full.jpg" alt="" /></p>
<p>Conversava eu com amigos quando ouvi, de um deles, que a melhor gravação de <em>&#8216;Round Midnight</em>, clássico de <strong>Thelonious Monk</strong>, é aquela extraordinariamente bem realizada pelo quinteto de <strong>Miles Davis</strong>, em 1957. Não é não. Mas por que sou taxativo? Considerando exceções raríssimas, quem pode executar melhor um tema do que seu criador? Embora eu seja fã do texano Red Garland - um pianista de virtuosismo que, ao contrário de intimidar, estimulava seus acompanhantes -, os dedos de Monk tinham mais intimidade com suas próprias criações. Para mim isso é óbvio.</p>
<p>Após o papo, já em casa, às voltas com o deliciosamente rascante <em>Arte Velha</em>, um vinho alentejano presente de uma querida amiga, fui buscar as gravações que possuo deste que é um dos mais importantes temas do jazz. Na busca, pude ouvir <strong>Carmen McRae</strong>, <strong>Art Farmer</strong>, <strong>Wes Montgomery</strong>, <strong>Bill Evans</strong> e o <strong>Miles Davis Quintet</strong>. Mas a melhor gravação que possuo, pelo menos assim me pareceu sob efeito do vinho, foi a do disco que ilustra a postagem. Em 1971, na capital alemã, os gigantes se reuniram.</p>
<p>Bem, pelo menos três dos seis músicos que compõem o grupo estão entre os maiores em seus instrumentos: o baterista <strong>Art Blakey</strong>, o trompetista <strong>Dizzy Gillespie</strong> e, claro, <strong>Thelonious Monk</strong>. <strong>Sonny Stitt</strong> é um saxofonista extraordinário, dos melhores <em>boppers</em> que conheço, de sopro musculoso e ágil, o maior discípulo de Parker; <strong>Al McKibbon</strong> não está, para mim, no primeiro time de baixistas do jazz, mas toca com firmeza e funciona bem por conhecer intimamente Gillespie, em cuja banda tocou. E o dinamarquês <strong>Kai Winding</strong> é um trombonista eficaz, mas que, de certa forma - para muitos -, viveu à sombra de <strong>J. J. Johnson</strong>. <strong>Art Blakey</strong> já havia tocado com Gillespie e com Monk antes de se tornar um <em>mensageiro do jazz</em>, o que facilitou o entrosamento.</p>
<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="http://www.joaohenriques.com/abitpixel/wp-content/uploads/2009/12/Thelonious-Monk-at-Town-Hall-in-New-York.jpg" alt="" /></p>
<p>O tema <em>&#8216;Round Midnight</em>, escolhido para ser apresentado no <strong>Canto Direito </strong>(as imagens do YouTube, no visor), foi composto para piano. Resolvi, como forma de homenagear também o instrumento - ao mesmo tempo que, ousadamente, deixei de fora o pai da criança -, expor vídeos de outros pianistas (<strong>Oscar Peterson</strong>, <strong>John Lewis</strong>, <strong>Bill Evans</strong>) executando essa maravilha cuja lógica harmônica é revolucionária e sobre cuja beleza não se podem levantar dúvidas. Aproveitem!</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Descanse, Johnny! (e obrigado por tudo!)</title>
		<link>http://ipsislitteris.opsblog.org/2010/03/05/e-hora-de-descansar-johnny/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 02:06:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>grijo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[crônica]]></category>

		<category><![CDATA[música]]></category>

		<category><![CDATA[música popular]]></category>

		<category><![CDATA[narrativa doméstica]]></category>

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		<description><![CDATA[Johnny Alf está morto, soube ontem à noite. Lutou bravamente contra uma doença que é, quase sempre, implacável. Há alguns meses alguns blogues - em especial o Jazzseen e o Jazz + Bossa + Baratos Outros - encararam a batalha por ajuda, estampando a campanha por doação de sangue. Não deu. Como fiquei sabendo de sua morte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Johnny Alf</strong> está morto, soube ontem à noite. Lutou bravamente contra uma doença que é, quase sempre, implacável. Há alguns meses alguns blogues - em especial o <strong><a href="http://jazzseen.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://jazzseen.blogspot.com/');">Jazzseen</a></strong> e o <strong><a href="http://ericocordeiro.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://ericocordeiro.blogspot.com/');">Jazz + Bossa + Baratos Outros</a></strong> - encararam a batalha por ajuda, estampando a campanha por doação de sangue. Não deu. Como fiquei sabendo de sua morte por um telefonema amigo, resolvi correr os telejornais noturnos em busca de mais informações. Apenas menções sobre ele ter sido considerado &#8220;o pai da Bossa Nova&#8221;. Se essa expressão não é explicada em toda a sua grandiosidade e significado, torna-se contexto banal.</p>
<p>Sua morte foi resumida, e apenas mencionada. Merecia, por aquilo que representou em vida, muito mais. Merecia choro coletivo, estátua, feriado estadual, agradecimentos oficiais. Seu rosto deveria estampar revistas, grandes jornais. Especiais de tevê deveriam cobrir sua extensa obra; discos deveriam ser relançados - mas não. Habitará aquele reduto dos gênios anônimos, e será reconhecido apenas por aqueles que amam de verdade a boa música, e são poucos. <strong>Johnny Alf</strong> será apenas verbete de dicionário especializado. Uma pena. Isso é quase nada para o que ele foi, de fato.</p>
<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/05/alf02.jpg" alt="" /></p>
<p>Então, se é para resumir, aí vão minhas poucas palavras obituárias: &#8220;Morreu <strong>Johnny Alf</strong>, um dos maiores pianistas que ouvi até hoje.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Buñuel aos 110 (em 5 filmes)</title>
		<link>http://ipsislitteris.opsblog.org/2010/03/03/bunuel-aos-110-em-5-filmes/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 02:12:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>grijo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[autores]]></category>

		<category><![CDATA[cinema]]></category>

		<category><![CDATA[cinema europeu]]></category>

		<category><![CDATA[diretor]]></category>

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		<description><![CDATA[Luis Buñuel, se vivo, teria completado 110 anos dia 22 de fevereiro. Nesses meus trinta anos de interesse por cinema, vi apenas 5 filmes desse diretor espanhol que muitos consideram extraordinário. Outros o chamam gênio absoluto em tom alto e bom.  Eu gostei sobremaneira - gosto desse advérbio! - de O Anjo Exterminador e de Bela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Luis Buñuel</strong>, se vivo, teria completado 110 anos dia 22 de fevereiro. Nesses meus trinta anos de interesse por cinema, vi apenas 5 filmes desse diretor espanhol que muitos consideram extraordinário. Outros o chamam gênio absoluto em tom alto e bom.  Eu gostei sobremaneira - gosto desse advérbio! - de <em>O Anjo Exterminador</em> e de <em>Bela da Tarde</em>. Os outros três citados em fotos, eu soube apreciá-los, mas não estão entre meus preferidos. Não importa o que penso, de fato. <strong>Luis Buñuel</strong> &#8220;vive&#8221; muito bem sem mim. Eis a homenagem (um tanto serôdia) deste humilde blogueiro cuja opinião pouco vale:</p>
<p style="text-align: center"><a id="zoomedLink" class="menuTrigger hover" title="Click to zoom out." href="void(0);"></a></p>
<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="https://s3.amazonaws.com/criterion_images/current/img_current_747_109.png" alt="" /></p>
<p style="text-align: center"><strong>Viridiana</strong>, 1961</p>
<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="http://wondersinthedark.files.wordpress.com/2009/05/belle11.jpg" alt="" width="841" height="508" /></p>
<p style="text-align: center"><strong>Bela da Tarde</strong>, 1967</p>
<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="http://www.bbc.co.uk/spanish/specials/images/202_dali/020729_01dali600x400.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center"><strong>Um Cão Andaluz</strong>, 1929</p>
<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="http://cache01.stormap.sapo.pt/fotostore02/fotos//d7/8e/57/2579476_E0BYK.jpeg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center"><strong>Este Obscuro Objeto de Desejo</strong>, 1977</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3035/3252552541_b5b40f8100.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center"><strong>O Anjo Exterminador</strong>, 1962</p>
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		<title>Fala, Mindlin!</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 14:25:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>grijo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Fala!]]></category>

		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>

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		<category><![CDATA[livros]]></category>

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Como um professor pode fazer a literatura se transformar em paixão para um aluno jovem?
Mindlin - Bom, a primeira coisa que se precisa ver é se o professor gosta de ler. Um professor que não goste de leitura, dificilmente vai transmitir o gosto pela leitura para os alunos, é um esforço conjunto, o professor tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="http://www.sescsp.org.br/sesc/controle/dynimages/mindlin_01.jpg" alt="" /></p>
<blockquote><p><strong>Como um professor pode fazer a literatura se transformar em paixão para um aluno jovem?</strong></p>
<p><strong>Mindlin -</strong> Bom, a primeira coisa que se precisa ver é se o professor gosta de ler. Um professor que não goste de leitura, dificilmente vai transmitir o gosto pela leitura para os alunos, é um esforço conjunto, o professor tem que falar dos livros que ele se interessa por ler e falar para os alunos. Assim fica um interesse comum de ler, e tive alguns bons profesores que também pensavam que o papel do professor é interessar o aluno pela leitura.</p></blockquote>
<p>O assunto é recorrente. Já escrevi sobre isso, mas, mais do que escrever, é sempre bom ouvir quem entende do assunto ainda mais. <strong>José Mindlin</strong> morreu ontem, último dia de fevereiro. Que fique em paz.</p>
<p>O trecho acima foi publicado no site <em>Último Segundo</em>, numa entrevista concedida, ano passado, a Danielle Ferreira. <strong><a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/2009/07/19/a+vida+e+bastante+simples+diz+jose+mindlin+em+entrevista+exclusiva+ao+ultimo+segundo+7349949.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/2009/07/19/a+vida+e+bastante+simples+diz+jose+mindlin+em+entrevista+exclusiva+ao+ultimo+segundo+7349949.html');">AQUI</a></strong>, a íntegra.</p>
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		<title>CAFÉ LITERÁRIO, 9 de março: convite</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Feb 2010 04:27:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>grijo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[autores]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um CAFÉ LITERÁRIO, patrocinado pelo SESC - o primeiro de 2010. Estão TODOS convidados.

(clique na imagem para AMPLIAR)
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um <strong>CAFÉ LITERÁRIO</strong>, patrocinado pelo <strong>SESC</strong> - o primeiro de 2010. Estão <strong>TODOS</strong> convidados.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://ipsislitteris.opsblog.org/files/2010/02/convite__cafe-2010.jpg" ><img class="size-full wp-image-5884 aligncenter" src="http://ipsislitteris.opsblog.org/files/2010/02/convite__cafe-2010.jpg" alt="" width="500" height="672" /></a></p>
<p style="text-align: center">(clique na imagem para <strong>AMPLIAR</strong>)</p>
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